PRINCÍPIO DA SEMANA #192

de·sor·de·nar(Des + ordenar)- Tirar da ordem; Por em desordem; Baralhar, confundir, desarranjar.

Se algo está desordenado, desarrumado ou fora da ordem não está certo ou correcto. É, normalmente, assim que sentimos e sobretudo pensamos. A desordem parece-nos anti- natural pois remete-nos a coisas fora de um lugar onde supostamente deveriam estar. Mas e por vezes é mesmo preciso desarrumar [e muito] para depois voltar a por tudo no sítio, na ordem e no caminho certo. Seja a nossa casa, o nosso roupeiro, as nossas relações, a nossa vida ou até a nossa maneira de estar. No desarrumar está implícito um sentido de inovação, de evolução. É preciso desarrumar certezas, desconstruir o que nos parece certo, garantido e eterno para nos conseguirmos reinventar e adaptar a cada dia que passa.

A desarrumação ou arrumação [visível] reflecte sempre a forma como nos sentimos. A começar pela nossa aparência, a forma como a mesma está coordenada ou não é um total reflexo do nosso estado de espírito. Em casa exactamente a mesma coisa. Acredito que permitirmo-nos alguns momentos de desordem pode- nos ser, sem dúvida, extremamente renovador e necessário. Obriga-nos a parar e a abrir gavetas que, por vezes, têm que ser abertas. À medida que as abrimos e espalhamos o que vamos encontrando, revivemos fotos, bilhetes, recordações, peças de roupa, etc. e vamos relembrando momentos. Uns alegres ou outros nem tanto. Vamos sentindo todo um conjunto de sensações e de sentimentos. Nesta desarrumação, aparentemente material, vamos associando coisas a situações ao mesmo tempo vamos sentido e deixando fluir todas essas emoções. Sentimos tudo o que temos guardado, de bom e menos bom, numa qualquer ‘gaveta’. Cuidadosamente é preciso ir abrindo uma por uma, sacudir o pó e deixar sair todo o que já não [nos] faz falta. A isto chama-se renovação. ➸ [Simples assim]. 

"Y cuando me sonríe, juro que me alegra la vida, o me la desordena, no sé"

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