PRINCÍPIO DA SEMANA #190

vis·lum·brar- Ver indistintamente, lobrigar; Conhecer imperfeitamente; Começar a aparecer, a surgir, entrever-se; Apontar.

Quantas vezes mudamos de direcção? Quantas vezes temos de nos decidir por uma, no meio de milhares? Vezes incontáveis. Passamos o tempo a fazê-lo e sempre com base em vislumbres daquilo que nos parece certo, daquilo que nos parece encaixar para [em] nós. 

O que começa a aparecer, as direcções começam a ser evidentes a partir do momento em que começamos a querer vê-las, independentemente de serem no sentido que queremos, ou que tanto achamos que queremos ou num sentido totalmente contrário. Para termos estes vislumbres é preciso colocar as nossas certezas de lado e dar [algum] espaço para as não certezas, algo que nos tão penoso, mas tão simples- Instalar a dúvida. Mas, se pensarmos ou melhor se aceitarmos que tudo pode mudar e muda num segundo e que é quase um mistério entendermos porque é que as coisas são, na realidade, como são, o processo até se torna menos complexo. A verdade é que queremos respostas definitivas, mas estas não existem. Não existem até porque o que acontece diariamente, desde o mais ínfimo pormenor até aquilo que nos causa impacto está ligado à maneira como vemos e sentimos as coisas. 

Por norma, vemos e damos prioridade aquilo que queremos ver ou que nos é conveniente e somos resistentes a mudanças, mas o constante movimento, do dia-a-dia, que nos é imposto, impele-nos a começar a ver para além do que estamos habituados e, consequentemente, a ver as coisas sob uma outra luz. Quando a conseguimos ver esta nova luz conseguimos, de facto, olhar para o mesmo, mas o que vemos tem muito pouco, ou nada, de mesmo e pode-nos até parecer todo um mundo novo. 

A questão a fazer não é o porquê ou uma série deles, mas sim o que falta. O que [me] falta "para"? Se lhe dermos a devida importância, esta tão simples questão, tem um autêntico efeito dominó e leva-nos a um outro conjunto de perguntas. E, podemos demorar dias, meses, até obter uma resposta, mas há-de chegar e com ela todo um novo vislumbre de uma nova certeza.

Impressionamo-nos com a velocidade com que as coisas acontecem, e costumamos ficar verdadeiramente surpresos com o que surge de repente e sem avisar. Mas só temos que nos lembrar que quando as coisas dão uma reviravolta, na nossa vida, não nos devemos assustar, e sim prepararmo-nos para nos adaptar às mudanças, pois assim como o começar de um novo dia passa despercebido, assim que o relógio marca a meia-noite, tudo já mudou e mesmo que não seja aparente um novo dia já começou. ➸ [Simples assim].

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