PRINCÍPIO DA SEMANA #189

in·ti·mi·da·de- (íntimo + idade)- Qualidade do que é íntimo, secreto; Em que há muita proximidade: Tratamento de alguém que se sente íntimo.

Como várias outras coisas, falamos do que não se vê. Sabemos ser real sem ter ou tão pouco precisar de provas porque a sentimos, mas não existe uma definição precisa já que falamos de sentimentos e de emoções. Considerada como um “ingrediente básico em qualquer relacionamento com algum significado”, a base da amizade e uma das fundações do Amor, na minha opinião, a sua manifestação passa muito por “sentirmo-nos tão à vontade com essa outra pessoa como se estivéssemos sozinhos”.

Facilmente explicada se pelo tempo de convivência, pode tornar-se enigmática quando existe desde sempre, desde o chamado ‘day one’, logo sem temporalidade que a justifique. Aquela sensação de familiaridade que nos liga e nos faz querer estar perto, o não termos explicação para o porquê de nos sentirmos tão bem, seguros, alegres, vivos, em paz, etc. com "aquele" alguém e não conseguirmos, por mais que tentemos, entender.

São pessoas “normais” que através das mais variadas circunstâncias se cruzam no nosso caminho e que mudam algo. Pessoas que, num intervalo de tempo, mais curto ou mais longo, nos fazem perceber uma série de coisas sobre um determinado assunto e em última instância sobre nós. Pessoas que nos ensinam a sentir todo o tipo de sentimentos possíveis e que, muitas vezes, nem sabíamos ser capazes de sentir e/ou de os ter. Activadores de "botõezinhos", que nos fazem manifestar o nosso melhor e por vezes o nosso pior, também. Vamos conhecendo várias, ao longo das "nossas vidas", [das várias que vivemos numa só] e é muito fácil nos sentirmos eternamente presos a elas, dado que a intimidade resiste [como poucas coisas, à passagem do tempo]. Seres que têm o poder de nos surpreender a cada momento, seres que nos inspiram a ser mais e melhor, seja em que área for. Seres com quem temos um entendimento etéreo e que por isso entendemos como ninguém, mesmo com poucas ou nenhumas palavras. Os seus papéis são preponderantes na medida em que, assim como os tsunamis e outros fenómenos, cada vez mais frequentes, por mais que antecipados, nunca os vemos propriamente chegar. A forma como o fazem e como depois ficam tem, naturalmente, ligação directa com o que com elas vamos aprender e também “ensinar”.

Pessoas comuns, mas que para nós não o são. Pessoas que, como a Primavera e as suas borboletas, são símbolos de transformação e de mudanças e que, depois de "esvoaçarem", cá dentro, a primeira vez, [nos] mudam, para sempre. ➸ [Simples assim].

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