PRINCÍPIO DA SEMANA #184

me·tá·fo·ra- (latim metaphora, -ae, do grego metaforá, -as)- Figura de retórica em que a significação habitual de uma palavra é substituída por outra, só aplicável por comparação subentendida.

Transporte, transferência, mudança. Recurso semântico, artifício linguístico e a mais famosa figura de linguagem. Um meio criativo utilizado por quem escreve, ou por quem fala, para melhorar a expressividade e sobretudo demostrar a nossa unicidade.

Muito usada no dia-a-dia, a metáfora é uma ferramenta linguística importantíssima na comunicação humana. Uma pesquisa recente demonstra que durante uma conversa usamos, em média, quatro metáforas por minuto. Algo que não me surpreende, dado que mesmo sem que nos apercebamos, seria praticamente impossível falar e pensar sem a ela recorrer.

Presente em todos os âmbitos do nosso quotidiano afirma a nossa individualidade dado que cada uma delas é carregada de subjectividade. Perfeita para usar quando não conseguimos [ou não queremos] expressar o que realmente sentimos, diz tudo, sem nada dizer. 

Como algo que não está expresso, mas subentendido, assim como os sentidos, o seu uso tem o poder de nos transportar para outro patamar. Muito rapidamente e sem sair do [nosso] lugar. É devido a esta magia que sou declaradamente uma apaixonada por ela. Construo muitos dos meus pensamentos e ideias tendo-a por base e daí a considerar um dos nossos recursos de valor incalculável.

Representativas de um elevado nível de criatividade, fazem-nos esbarrar em interpretações surpreendentes e, até mesmo, em novos significados. Algo que não se explica racionalmente, mas se sente e se diz ou escreve. Algo que nos faz vivenciar de forma diferente. Algo que nos a ajuda-nos a interpretar o mundo. Algo que nos enriquece. Algo que nos eleva. 

"Todas as coisas são metáforas" J. Goethe ➸ [Simples assim].

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