PRINCÍPIO DA SEMANA #179

ob·ser·var- Olhar atentamente para; Ver; examinar; Seguir as diversas fases de; Espiar, espreitar; Fazer notar; Ponderar, objectar; Obedecer a; Guardar; Cumprir fielmente; Ser circunspecto; Não proceder sem reflectir.

A forma como cada um de nós observa é única. Algo que se conserva e se desenvolve. A observação, à semelhança de muitas outras coisas, surge de repente e sem avisar. É por isso, também, incontrolável, na medida que simplesmente acontece e não podemos prever ou antecipar. Seja qual for a situação ou o momento. Instintiva, pura, genuína, um [enorme] poder, que já nasce connosco.

Vemos, lemos, olhamos, quando nos deparamos com algo ou alguém que, nos interessa ou que gostamos. Podemos fazê-lo de forma consciente ou, pelo contrário, sem objectivo definido. Seja qual for a forma, são momentos nossos, que vivemos interiormente e em que, acima de tudo, nos parece que o tempo pára e nada mais à volta existe. Simplesmente existe o observar e, com ele, uma centena de pensamentos a atropelarem-se na nossa mente. Momentos em que ficamos presos “ali” e em que estamos ver algo que mais ninguém vê.

Este "algo que mais ninguém vê" vem da nossa atenção aos detalhes. Do nosso olhar. Algo que nos define e das poucas coisas, hoje em dia, que não conseguimos alterar. É ele que nos faz ver 'aquele' apelo despretensioso, discreto. Seja numa paisagem, seja num conjunto de roupa, seja numa frase cheia de palavras, seja numa respiração. E, assim como cada lua cheia que, mesmo sendo cíclica, se tivermos mesmo atenção há sempre algo ligeiramente diferente. Sendo que esse "algo ligeiramente diferente" pode dar origem a uma atitude, por menor que seja e, a partir daí, inicia-se um processo de consequências, previsíveis ou não. A chamada lei de acção e reacção, ou como prefiro chamar o efeito borboleta. E, tudo pode ter início numa simples observação.

Momentos decisivos em vidas singulares. É nesta subjectividade que se encontra a real beleza de todas as coisas, no simples acto de olhar e de observar. Como toques de magia que existem em cada um de nós. 

"Somos mais felizes quando conseguimos que o nosso coração inspire os nossos olhos. [Simples assim].

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