SE A BABI MANDASSE #12

O assunto da semana não é o Natal, nem as filas dentro e à volta dos centros comerciais, nem os estragos da passagem da tempestade Ana, fenómeno, também ele raríssimo, por cá, mas sim o “episódio” Raríssimas. Não é dele que vou falar, pois há coisas que, na minha opinião, não valem a pena serem alimentadas, mas sim no que me parece que o mesmo está a provocar. A generalização. Algo que, assim como a presunção é dos maiores perigos e filtros quando falamos de percepção de realidade.

Se por um lado, nós, portugueses somos e este ano foi um óptimo exemplo disso, exímios em ser solidários, por outro lado também o somos a fazer generalizações. É- nos tão natural, como quase respirar. Não houve um dia, esta semana, que não tivesse ouvido “aqui e ali” comentários do género, “Pois é por isso que eu não confio e que não ajudo associações” e outras coisas do género. Este é um ‘episódio’ grave. Muito grave, muito feio, mas que, para mim, não espelha a realidade do que são as associações e os peditórios, que existem o ano inteiro e sobretudo nesta altura do ano. Penso que está na consciência de cada um ajudar, ou não, mas se sim fazê-lo de coração e não à desconfiança. Recebo inúmeros pedidos para participar e/ou divulgar acções de solidariedade e estou sempre na linha da frente para o fazer, se forem relacionados com animais então, nem se fala, dado ser o meu “ponto fraco” [ou será forte?] e assim pretendo continuar. Não fico a pensar para onde vão as coisas ou o dinheiro que dou. Dou, está dado. Confio. Em NADA este acontecimento alterou ou vai alterar a minha maneira de pensar e de agir, daqui para a frente. Por isso, “se Eu mandasse” proibia o fenómeno da generalização. 

Defendo que raríssimo foi o caso e que mais raras ainda sejam as generalizações. Concentremo-nos no Natal. No bacalhau com couves, nos fritos todos, que vamos temos que comer, mesmo não gostando, porque é tradição e há que mantê-la, nas músicas da época que temos que ouvir, in repeat, na rádio, nas filas, que vamos ainda ter que estar e nos presentes, que ainda temos de despachar. Afinal, esta não é a época mais doce do ano?

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