PRINCÍPIO DA SEMANA #165

des·con·for·to- Falta de conforto; Sem comodidade; |Sapatos apertados provocam desconforto|.

Precisamos de sentir conforto em todas as suas vertentes. Físico, emocional, material. Sendo o desconforto tão desconfortável quanto sentir frio num dia Inverno, ou dores de garganta que não nos permitem sequer falar, o que varia, de pessoa para pessoa, é a proporção dessa necessidade. Viver no conforto, ou na nossa zona de conforto, é- nos tão confortável e sabe-nos tão bem que, na maior parte das vezes, nem nos apercebemos que lá estamos. E, podemos passar anos, uma vida inteira até, sem o perceber.

A ideia de zona de conforto remonta a 1908 e, em contornos muito simplistas, é um espaço onde as nossas actividades e comportamentos se enquadram numa rotina que minimiza o stress e o risco, o que naturalmente nos garante uma |falsa|, mas ainda assim, segurança mental. Não é algo de bom nem de mau. Pode ser até ambos. É sim um estado, uma zona, onde a maior parte de nós tende a ficar. Um lugar cheio de certezas e de |auto| protecção.

Acontece que se, simplesmente, lá estivermos e de lá não sairmos essa mesma zona e espaço confortável tem tendência a diminuir ou a sentirmos como que a ficar mais pequeno. É como viver num aquário quando há um autêntico oceano lá fora.

Precisamos de sentir desconforto para alargar o nosso conforto. Precisamos de fazer coisas que há umas semanas, ou dias, nos pareciam impensáveis e que nos podem parecer o mais desconfortáveis possível para alargar o nosso espaço de conforto e aumentarmos esse espaço em nós. Como começar por viver num T1 e ir mudando de casa até vivermos num T6, por exemplo.

Ir para o desconforto faz-nos sentir aquilo que evitamos a todo o custo. Medo. E, é tão mais fácil fazer as coisas da mesma maneira e que garante os mesmos resultados, de sempre… A questão é que nada, muito menos nós, permanecemos iguais, muito tempo. E, esta constante mudança e evolução empurra-nos, quer queiramos quer não, para o desconforto. O equilíbrio reside em sabermos dançar em várias pistas e tipos de dança. É para isso que serve também o nosso poder de adaptação. Ninguém se mede, ou deve medir, por apenas aquilo que fez até aqui e sim pela capacidade de fazer diferente, hoje e “amanhã”. Essa capacidade leva-nos para o desconforto, estar lá e ficar, algum tempo, o necessário, se o conseguirmos, significa que estamos a crescer e a evoluir. Simples assim ↢.

"Pior que sair da zona de conforto é passar a vida inteira desconfortável"

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