PRINCÍPIO DA SEMANA #146

es·pe·ran·ça- (esperar + -ança); Disposição do espírito que induz a esperar que uma coisa se há-de realizar ou suceder; Esperam, expectativa; Coisa que se espera; Confiança; Uma das virtudes teologais.

Assistimos a um fim-de-semana em que este foi, sem dúvida, o sentimento que existiu, em todos nós. Dois dias carregados de muitas emoções. De pura esperança. Uma total "limpeza de ar", que tanto precisávamos. Esperança. Das palavras mais doces e bonitas que existem e que se tivesse uma cor seria, sem dúvida, verde. Verde. A cor necessária para seguir e olhar em frente e por isso é, e sempre foi, a cor que vive no meu coração. Agora e, a partir de hoje, é também a cor predominante, |do também ele criado este fim-de-semana|, "novo" blog.

Sendo que o mesmo foi marcado por três acontecimentos ligados a esta mesma esperança, sendo eu acérrima defensora da simplicidade, vou-me cingir ao que mais me tocou, dizendo que sendo o acto de esperar alguma coisa um acto de confiança e de acreditar que algo muito desejado vai acontecer, o que aconteceu no sábado passado, foi muito além da conquista de um prémio, foi a esperança personificada e que se traduziu numa só palavra, ou nome- Salvador.

Muito mais que uma bonita canção, |dizer bonita parece-me muito pouco|, o que conseguiu provocar em nós vai também muito mais além da melodia ou da própria letra. Relembrou-nos algo que estava esquecido. Algo que, por norma, só nos lembramos em comemorações futebolísticas. Não me parece demasiado dizer que o Salvador salvou-nos, na medida que nos provou e devolveu a capacidade de acreditar que tudo é, de facto, possível. Lembrou-nos o quanto é bom estar vivo, querer muito uma coisa e conquistá-la. Simples, assim.

Personificação de pura autenticidade, beleza e simplicidade, trouxe-nos de volta algo tão puro, e até básico, como a lembrança de que "expressar amor é das coisas mais fáceis que existem". E, não é de facto, assim? Porque nos esquecemos tantas vezes disso, e porque não fazemos desta, uma prática diária, mesmo não tendo, como ele, longe disso até, uma vida perfeita? 

Parece-me que a lição, se é que esta é a palavra certa, a reter aqui, é que uma só pessoa conseguiu não apenas "Amar pelos dois", mas por um "mundo inteiro". Também me parece, e depois de ter assistido a tudo o que assisti, que vivemos emoções que não julgávamos |já| possíveis em torno de uma só pessoa, que realizou muitas coisas com a sua conquista. Muitas. Uma delas foi o sonho de uma Menina, que há mais de 20 anos tenho o privilégio de chamar de Amiga. Uma menina que desde 1978 não tirava os olhos da Tv e que, apesar de hoje ser uma menina adulta, sempre acreditou que isto um dia iria acontecer. E, aconteceu. E, no sábado essa menina chorou. E, eu chorei também. Porque se há algo que me deixa feliz é ver alguém ser recompensado pela sua fé e perserverança. O merecimento é das coisas, bonitas, que mais me comovem. 

Este triunfo da simplicidade, num dia, todo ele, do início ao fim, marcado pela fé, fez-me |nos| muito bem. Ao ego colectivo, ao individual e sobretudo à alma. Por vezes, é bom não nos sentirmos únicos. E, por isso, acredito, tenho esperança, que seja um marco. De viragem. Uma viragem, que se a soubermos aproveitar, nos irá trazer ainda mais emoções e sentimentos bons. Colectiva, individualmente. E, à semelhança do Salvador, também eu gostava e luto, à minha pequena maneira, para que seja "tudo tão fácil como expressar Amor". 

Obrigada ♥!

A |lindíssima| ilustração é do João Rodrigues.

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