PRINCÍPIO DA SEMANA #143

op·ção- (latim optio, -onis, livre vontade, escolha, opção)- Acto ou faculdade de optar; livre escolha.

É um facto que vivemos num estado de liberdade. Somos livres para fazermos tudo o que nos apetece, a qualquer hora. Somos livres para estar com quem queremos, até à hora que queremos, onde queremos. Mas em relação ao que pensamos, seremos assim tão livres?

Por mais experiências libertadoras que possamos ter no dia-a-dia, momentos, a verdade é que temos a nossa forma de pensar que é, assim como nós, única. Vemos e criamos a nossa realidade de acordo com o que interpretamos e por isso mesmo acabamos por não ser assim tão livres quanto parece, uma vez que o nosso pensamento está sempre condicionado aos nossos pressupostos, valores, crenças e à forma como interpretamos tudo o que vemos e que se passa. Em nós e no exterior. Por norma, não sabemos controlar os nossos pensamentos, e eles acabam por desempenhar, na perfeição, esse papel. A mente domina-nos a cada instante criando-nos medos, insatisfações e necessidades constantes que não nos é inato conseguir perceber e ultrapassar. 

Aquilo a que chamamos realidade muitas vezes apenas o é para nós. Assim como os pensamentos. Só existem, na maior parte das vezes, na nossa cabeça. Um pensamento não é real, na medida em que é, só e apenas, nosso. Crença e experiência são dois termos totalmente opostos e inversos. E crença é pensamento que pode ou não resultar de experiência.

Esta em nós a opção de aprender a ser livres. E ser livre é não viver no medo. No medo dos "se's". É tomar decisões. De ir para a esquerda ou para a direita. A forma que temos de aprender a ser livres é aprender não só a observar o exterior, mas o interior, também. Observarmo- |nos|. Como se fossemos uma outra pessoa que nos vê de fora. Como algo, um filme, que vemos num écran. Sem juízos, apenas com vontade, de o fazer. Precisamos, cada vez mais de optar por tudo aquilo que nos faça não apenas sentir bem e confortáveis, mas livres. De optar por libertar pesos, correntes, âncoras, para podermos, sim, estar e ficar onde nos queremos sentir aprisionados. Mas por vontade própria. No nosso fim, e início. |Simples assim|. ➸

"A conquista da liberdade é algo que provoca tanta confusão que, por medo da desarrumação, preferimos, normalmente, optar pela arrumação".


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