PRINCÍPIO DA SEMANA #127

brin·dar- Acção de beber à saúde ou ao êxito de alguém, erguendo o copo e tocando o mesmo nos outros (copos); Felicitar ou homenagear (através de um brinde).

Olá a quem está desse lado e portanto |me| está a ler. Primeiras de muitas palavras e linhas |espero| que escrevo neste novo ano. Muitas mudanças estão para acontecer por aqui, boas e que quero muito, mas, para já quero dizer que se o estão a fazer isso é algo que merece uma felicitação, dado que é sinal que sobreviveram ao ano, algo terrível, que finalmente terminou. A boa notícia é que já foi, já está. O balanço que temos de fazer tem que recair sempre para o lado positivo, pois no final de contas continuamos por aqui e se tivermos todos, ou quase todos, os seres que habitam no nosso coração, à nossa volta, já é o melhor ponto de partida possível, para os próximos 364 dias que temos pela frente.

Acabámos de começar 2017. Dia dois que nos parece, na verdade, o 'day one'. Dia de voltar às rotinas e a tudo o que isso envolve e apesar do cinzento e chuvoso do dia, cheios de vontade|s|, de sorriso no rosto e sobretudo de coração aberto. Existe algo que fazemos muito nas últimas semanas de cada ano e que por norma reservamos apenas para momentos e alturas especiais, como a que passou. O brindar. O exercício de "erguer o copo" é algo que para além de estar reservado a copos parece estar reservado também a momentos particulares e não tem nem deve ser assim.

Sou pessoa que brinda. Adoro fazer brindes. O ano todo. Para mim a acção de erguer o que seja, copo, chávena, caneca, é algo de muito intencional e sentido. Vem de dentro, do coração, do orgão que mais tem ligação com as minhas cordas vocais |e, porque não dizê-lo com as mãos também| e, por isso vai muito além de simplesmente fazê-lo. É uma particularidade minha, "sempre" foi. Para mim, brindar é uma forma de assinalar acontecimentos e de marcar momentos e desejos para o futuro. Seja mais próximo ou mais longínquo. Por isso e assim como as promessas, é algo que levo muito a sério e como tal nunca o faço "porque sim".

Nos inúmeros jantares, reuniões, etc. que certamente aconteceram fizemos muitos brindes relativos a inúmeras coisas que queremos para este novo ano. Temos aliás a tradição de o fazer com as 12 passas que comemos na passagem de ano. Desejamos e brindamos, de seguida. Embora não me enquadre nesta, porque não as consigo comer para além de considerar a quantidade muito pequena para tudo o que quero, tenho uma tradição muito minha que é escrever, nas cinco primeiras páginas de um novo caderno. Tradições à parte, e seja de que forma forem feitos, o importante é que não esqueçamos tudo o que queremos, em momento algum, deste novo ano. Mais ou menos ao nosso alcance, seja que tipo de desejo for, desde os mais simples aos mais complexos, têm de estar sempre presentes, em nós. Porque são importantes. Porque são metas. Porque são objectivos. Porque sobretudo nos mostram um caminho. E, se há coisa que precisamos de ver, principalmente no início de cada ano, é tudo isto. Mesmo que seja um caminho que nos cause inúmeros desconfortos, pontos de interrogação e questões internas. Tem de existir sempre um que aponte uma direcção- norte, sul, este, oeste. O que seja. O importante é percebê-lo e assumi-lo. Em nós. Sempre e em primeiro lugar, em nós. Tudo o resto vem com ele e com percurso que decidirmos fazer.

E, lembrar que assim como os brindes que acontecem nos momentos que menos esperamos, a vida tem uma maneira, muito única, de nos levar para o sítio onde devemos |verdadeiramente| estar. |Simples assim|. ➸

#FelizAnoNovo


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