dezembro 12, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #124

lou·co- Que ou quem perdeu a razão; Que ou quem apresenta distúrbios mentais; Que ou quem tem um comportamento absurdo, exagerado, contrário ao bom senso ou ao que é considerado razoável; Que é considerado fora do habitual; Que revela falta de sensatez; Que está fora de si, descontrolado; Que é excessivo; Que está dominado por sentimento de grande paixão. = Apaixonado, Arrebatado.

"De santos e de loucos todos temos um pouco", diz-se e concordo. As frases feitas ou ditos populares têm o seu quê de verdade e esta não é excepção. Todos temos uma dose de loucura em nós e precisamos de a libertar, erro de quem a renega ou se recusa a vivê-la, esse é um "meio-caminho andado" para infelicidade. 

Como em muitas outras temáticas é difícil definir a linha que separa o lado bom do mau, e não há como negá-lo, existe sim um lado mau na loucura. Existe. E este prende-se com a liberdade do outro. A partir do momento que a nossa loucura/acções afectam alguém, de forma negativa e prejudicial isso é, sem dúvida, negativo. Salvo excepções que se prendem com doenças do foro mental, viver esse lado, mau, é sempre uma opção, uma escolha que fazemos dentro de nós. 

Esse lado da loucura é responsável por muito de mau que acontece mundo e vidas fora. Conflitos, guerras, etc. Há épocas em que é natural e compreensível certas doses de loucura, como a que estamos a viver, a loucura das filas para os centros comerciais e todas as azáfamas que circundam esta época, que são próprias mas ainda assim não deixam se o ser, loucas, mas existem outros acontecimentos externos que chegam a nós, das mais variadas maneiras que consideramos loucos. Não os conseguimos entender, não há como entender, e daí serem considerados desta forma. Acontecimentos fortes, muito fortes, repentinos, como a partida súbita de alguém que independente de nos ser mais ou menos próxima, abre uma fenda no nosso cérebro e a pergunta ecoa, in repeat: Porquê?! 

Curiosamente e falando em linguagem de tarot, |para quem não sabe|, esta é uma das cartas considerada um arcano maior, o "Louco" está normalmente associado a novos começos, imprudência e impulsos relacionados com a vida. Por norma representa o despertar da aventura do nosso “eu” interior, a nossa vontade de nos libertarmos e atirarmo-nos para o desconhecido, sem medos. E, tudo isto é o lado bom da loucura. Assim e como no tarot, a loucura, |a nossa loucura|, leva-nos sempre para o imprevisível e para o facto de nem tudo na vida dever ser reflectido. E se há situações em que precisamos de ouvir muito e de certa forma recolher muita informação e opiniões, há outras que pelo contrário, não precisamos de ouvir os conselhos e opiniões de ninguém, a não ser de nós próprios e nada disto tem de significar arrogância, pelo contrário, representa a vontade, a nossa vontade, em procurar respostas, mais ou menos rápidas, para passarmos por novas experiências sem medir ao cm as consequências actuais ou futuras.

Acredito também que há pessoas, que se cruzam no nosso caminho, que têm o condão, de nos enlouquecer e seja de Amor, paixão, ódio, raiva |tudo junto em algumas alturas|, no bom, no mau, em ambos misturados, esse é o seu propósito e é totalmente alcançado. Há aceitá-lo e vivê-lo também, com tudo, mas mesmo tudo, o que isso implica. O chamado "salto mortal" e sem prancha, que todos temos de dar um dia. E se isto é ser louco, então que "que o mundo nos chame loucos". |Simples assim|. ➸


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