novembro 28, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #122

si·nal- (latim tardio *signalis, -e, que serve de sinal, de signum, -i, sinal)- Coisa que chama outra à memória, que a recorda, que a faz lembrar; Indício, vestígio, rastro, traço; Qualquer das feições do rosto; Gesto convencionado para servir de advertência; Manifestação exterior do que se pensa, do que se quer; Rótulo, letreiro, etiqueta; Marca de roupa; Ferrete; Marca distintiva; O que serve para representar; Mancha na pele; Presságio; Anúncio, aviso; Traço ou conjunto de traços que têm um sentido convencional; Placa ou dispositivo usado para regular ou orientar a circulação de veículos e de peões; Dispositivo provido de sinalização luminosa, automática, que serve para regular o tráfego nas ruas das cidades e nas estradas; O que revela causa oculta ou ainda não declarada; Dinheiro ou valores que o comprador dá ao vendedor, para segurança do contrato; Combinações de bandeiras com que os navios se comunicam entre si ou com a terra.

Se pensarmos num semáforo em que recebemos a indicação de parar, avançar ou abrandar, no nosso dia-a-dia é igual. Devemos ter momentos de paragem. Momentos de abrandamento e momentos em que é para avançar, para fazer. Por norma, vivemos apenas neste último e em modo non stop. Fazer, fazer, não abrandar, não abrandar, não parar, não parar. E, a verdade, é que passamos a vida a vê-los e a ignorá-los. As "desculpas", essas, são várias. Não queremos vê-los. Não dá jeito. Não temos tempo. Uma destas serve sempre na perfeição, achamos nós.

Acredite-se ou não, o nosso quotidiano é recheado de sinais. Assim com uma estrela cadente, surgem "do nada" e a qualquer hora e local, sem aviso prévio. Os sinais são ajudas que recebemos, "divinas" ou não, é uma pena que não os entendamos desta forma. Desde os mais simples aos mais complexos de decifrar, existem de múltiplas formas e a única coisa que "nos pedem" é que estejamos atentos. Simplesmente isto.

Mas este "simplesmente", torna-se muito dificilmente dado que, por norma, temos muita tendência para ignorar o óbvio, quando não o queremos ver. Chamamos de coincidências a tudo e mais alguma coisa, usamos e abusamos desta palavra porque nos é confortável pensar assim, porque é mais fácil e porque, em suma, nos facilita a vida. Andamos dias, meses, anos a viver o mesmo tipo de situações, em que apenas mudam as personagens à volta, única e exclusivamente porque escolhemos |sempre a escolha|, não ver. Não há |mais| ninguém que possamos responsabilizar, só nós. O medo de ver faz-nos cegar, porque depois |sabemos| que não há volta a dar. Quando finalmente vemos algo que andamos há muito tempo a não querer ver essa visão pede-nos coragem a seguir e aí "pensamos| muitas vezes que não a temos. Mas, e na minha opinião, se conseguimos ver, é porque de alguma forma, mesmo achando que não, estamos preparados para isso. O que já aprendi é que quanto mais rapidamente interiorizarmos e aceitarmos o papel dos sinais na nossa vida mais os conseguimos usar a nosso favor, evitando ter inúmeros dissabores no futuro. Ao contrário do que possa parecer esta é uma decisão racional.

O universo está sempre a falar connosco, a enviar-nos mensagens, a causar "coincidências", a lembrar-nos que temos de parar, que temos de olhar em volta, para acreditar em algo. Algo maior. Esse algo maior somos nós. Sempre. |Simples assim|. ➸

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