novembro 07, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #119

so·nho- |ô| (latim somnium, -ii)- Conjunto de ideias e de imagens que se apresentam ao espírito durante o sono; Utopia; Imaginação sem fundamento; Fantasia; Devaneio; Ilusão; Felicidade; Que dura pouco; Esperanças; Ideias quiméricas; [Culinária] Bolinho muito fofo, de farinha e ovos, frito e depois geralmente passado por calda de açúcar ou polvilhado com açúcar e canela.

Sempre fui uma apaixonada por sonhos. Não em formato de doce típico de Natal, esses vivo bem sem eles, mas dos outros. Daqueles que temos quer durante o dia quer durante a noite. São diferentes mas a sua ligação é inevitável. Sempre me fascinou o acto de sonhar. Muitas vezes me pergunto se não sonhamos muito mais acordados que a dormir. No meu caso, sem dúvida, acordada. O sonhar acordado é aquele sítio para onde vamos, só nosso, a qualquer instante, mesmo podendo estar rodeados de inúmeras pessoas. O nosso planeta, como digo, o nosso refúgio, algures no Universo.

"O sonho comanda a vida", frase tão feita, quanto perfeita. Pura e simples verdade. Sem eles, os nossos sonhos, seriamos seres vazios, sem nada, ou quase nada, para realizar, aqui. E temos, cada um de nós tem. Mais simples ou mais complexo. Todos temos algo para fazer. E são eles, os sonhos, que nos alimentam a toda a hora o coração, assim como o ar alimenta os nossos pulmões. Precisamos tanto deles como do ar que inspiramos a cada segundo. Curiosamente, são ambos processos que muitas vezes nem damos conta e logo não atribuímos o devido valor. 

Sonhar faz-nos sentir vivos, ter um propósito para acordar todos os dias. E, falando em acordar, procurar entender o significado daquilo que vivemos, pensamos ou como costumamos dizer sonhamos, é também algo que desde sempre fascinou a maior parte da humanidade. "O que não quer dizer nada sempre quer dizer alguma coisa”, disse F.P., que é o mesmo que dizer que tudo o que libertamos enquanto dormimos tem algum tipo de explicação. Mesmo aqueles sonhos que nos parecem mais descabidos e totalmente desconexos. Existe algo "ali" a perceber. E se há pessoas que não lhes dão a menor importância, outras há |meu caso|, que no estado acordado não conseguem parar de pensar neles. De tal forma, que pode até parecer durante horas, dias até, que ainda estamos a sonhar, ou no sonho. E esta capacidade de estarmos na chamada realidade e ao mesmo tempo no "sítio dos sonhos" é das mais simples e complexas que, enquanto ser humanos, temos. Por norma, são os sonhos que temos de mais fortes, os chamados pesadelos que nos ficam mais tempo no pensamento. São chamados desta forma pois envolvem pessoas, pensamentos, sentimentos, medos que temos guardados, pensamos nós, a sete chaves, algures cá dentro, e é-nos doloroso viver tudo isso, logo não queremos e torna-se mais fácil tentar esquecê-los. Mas o porquê vai persistir.

Se olharmos para o passado, temos respostas a este verdadeiro e ainda mistério, como a de Freud que afirmava que os sonhos realizam os nossos desejos, na vida real.  Outras teorias, mais recentes, dizem-nos que as horas em que dormimos podem ajudar-nos a resolver problemas que nos atormentam. Concordo com ambas no sentido em que os sonhos nos permitem "viver" outra realidade e ao mesmo tempo são peças e ferramentas até, fundamentais, que servem para nos ajudar a encontrar os recursos e soluções. O importante, penso eu, é que, acordados ou a dormir, eles existam. Sempre.

|E tu, acordado ou a dormir,
Já sonhaste hoje?|

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