outubro 17, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #116



sau·dá·vel- |au| ou |a-u| (saúde + -ável)- Que goza de boa saúde, física ou mental; Que é bom para a saúde; Que é benéfico ou útil.

Quando pensamos na palavra e em tudo o que os remete o ser saudável imediatamente pensamos em primeiro lugar numa série de aspectos e rotinas diárias ligadas ao que é físico. O acordar cedo, o comer bem, o exercício físico, o dormir bem, etc., etc. Tudo coisas que a maior parte de nós pensa "um dia" fazer e/ou melhorar. Mas o saudável e tudo o que nos faz sentir este sentimento é todo um conjunto de aspectos físicos, comportamentais e psicológicos.

Assim como uma série de aprendizagens que desenvolvemos e construímos ao longo da vida, o ser e ter uma vida saudável tem muito que se lhe diga. Isto porque não nasce connosco e não é algo que é assim tão fácil como pode à partida parecer. Começa logo por termos que aprender e sentir o que é saudável para nós. E, como na roupa o que resulta às 1000 maravilhas para mim pode não resultar para a pessoa do lado. E daí não acreditar "nos pretos e brancos". Acredito mais no cinzento e nas mais variadas opções que existem, dentro dele.

Vivemos num mundo muito pouco saudável. No geral. Relações pouco saudáveis, hábitos pouco saudáveis, vidas pouco saudáveis. O que nos faz mal parece estar sempre à mão. Pessoas, alimentos, hábitos. E parece ser também mais fácil. É mais fácil manter uma relação que não nos satisfaz em pleno que sair e mudar, é mais fácil chegar a um café/pastelaria e escolher comer um croissant com doce de ovo do que uma peça de fruta |e saboroso também|... São apenas exemplos, entre outros tantos que poderia dar.

Procurar sê-lo no meio de tanta loucura é e pode se tornar numa verdadeira odisseia. A começar pelas nossas relações, perceber e "eliminar" pessoas que nos são nocivas e que portanto nos fazem mal é tão ou mais importante do que saber quantos litros de água devemos beber por dia ou que alimentos e exercícios são saudáveis para nós.

A mim a palavra saudável sempre me causou a mesma reacção, que é a de "olhar |literalmente| para o lado". Tudo o que é saudável faz-me logo não gostar. Sê-lo não me está, de todo, no adn. Nunca gostei de fazer exercício e a nível alimentar, gosto de tudo o que dizem fazer mal. Batatas-fritas, pão |o branco, claro| e doces... Amo tudo o que é doce. E, ao contrário do que possa parecer, para quem olha para mim, como tudo isto praticamente todos os dias. Eu e os meus inalteráveis 50 kg's já perdemos a conta de quantas vezes ouvimos, "deves ter muito cuidado com o que comes", ou "deves ir ao ginásio todos os dias". NÃO! Nada disto. Sou o chamado, como costumo dizer, óptimo mau exemplo. E quanto mais me tentavam |passado| mudar mais eu e a minha também natural rebeldia insistíamos no mesmo. Em persistir no não-saudável.

Digo passado, pois e como nada, ou quase nada, é inalterável e para sempre, por uma série de factores, decidi |em baby steps, é uma verdade|, começar a mudar uma série de coisas, no meu dia-a-dia. Algo tão simples como tentar tomar o pequeno-almoço, para quem acorda a correr e não tem fome antes das 12.00, pode e está a a ser uma verdadeira conquista. Percebi e estou a perceber, todos os dias, que para ser saudável não basta apenas rodearmo-nos de coisas, pessoas, relações, sítios, que nos fazem felizes. Passa |também| por tentar mudar, melhorar, todos os dias, o que sabemos que não está bem e que está totalmente ao nosso alcance. Simples assim.

Ouvimos muito que ser saudável, ou tentar ter um estilo de vida, em todos os aspectos, mais saudável, está na moda. Eu diria que para além de estar na moda, sim e ainda bem, esta é uma tendência que nunca passará de moda.


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