outubro 03, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #114

d.o.m- Donativo; Dádiva; Benefício; Prenda; Talento; Dote natural.

Quando pensamos no que significa ter um dom pensamos imediatamente em algo espiritual. Místico até. Ao contrário da palavra talento que nos remete a algo mais profissional em que fazemos ou concretizamos em acções diárias que fazemos muito bem. Para mim, dom sempre me soou a algo de existencial de majestojo até. Aquilo que nos remete à origem de tudo, ou seja, o nosso verdadeiro propósito, "aqui". Aquilo que verdadeiramente nascemos para ser e fazer. 

Se pensarmos em nomes famosos da história é fácil de identificar alguém que nos faz imediatamente pensar nestes dois termos. Dom e talento. Beethoven, por exemplo. Não nasceu a saber tocar piano, nem a compor melodias maravilhosas, mas sim com uma extrema facilidade para aprender essa arte. Daí ele ser considerado por muitos como o maior génio da música de todos os tempos. A esta extrema facilidade eu chamo de dom. Mas e aquelas pessoas que passam pela vida sem se tornarem famosas, sem fazerem nada de especial, nada de fenomenal? Isso quer dizer que nem todos nascem com dons, ou que muitos não percebem os seus? 

Acredito que cada um de nós nasce com o seu. E que mesmo que não seja perceptível e que o mesmo não seja desenvolvido cada um de nós vive-o à sua maneira e de forma insconsciente. Assim como o destino (para quem acredita, claro), não há como fugir. Podemos contornar, dar a volta, ou várias, negá-lo até, em certos casos, mas como a verdade, o dom |o nosso|, acaba sempre por se revelar, das mais variadas formas.

A diferença está, sempre, em cada um de nós. E, a maior parte das pessoas não têm consciência do seu poder interior e das suas potencialidades, a todos os níveis. Umas por ignorância, outras por medo, a maior parte de nós vai vivendo no desconhecimento completo da sua própria existência até ao dia em que "algo estranho" nos alerta para o poder que existe no nosso interior. Este "algo estranho" pode ser manifestado das mais variadas maneiras mas por norma são sempre factos que não queremos aceitar, ou preferimos não ver ou ignorar. É mais fácil assim, pensamos nós. A nossa falta de fé, em nós, faz-nos ser, muitas vezes, o nosso pior ||e único| inimigo. 

O tempo não é relevante quando se trata de perceber ou aceitar o nosso. No meu caso, sempre senti o meu. Sempre. Mas durante muito tempo não o conseguia viver, não via como, mas e olhando para trás, percebo que não foi bem assim e que afinal sempre o vivi, sem saber. Sempre o senti e isso fez-me sempre vivê-lo, espalhá-lo à minha volta. 

Há vários tipos de dons mas existe um que é o dom dos dons e nada tem a ver com nenhuma capacidade mediúnica. É "apenas", e só, o dom do Amor. Condição sine qua non para a manifestação de todos os outros, pois a capacidade de amar verdadeiramente os outros, a natureza, a vida, é uma dádiva e, no fundo, bem no fundo, é o que faz o nosso coração bater.

O dom é aquilo que é só nosso mas que devemos partilhar e espalhar pelo mundo. O dom é a nossa magia. O dom é o que verdadeiramente nos faz brilhar e nos distingue dos demais. O dom é a nossa Luz. O dom é o que nos torna naquilo que somos. Únicos. Singulares. Imortais. Inesquecíveis.


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