setembro 26, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #113

ma·tu·ri·da·de- Efeito ou circunstância da pessoa que se encontra numa fase adulta; Estado das pessoas ou das coisas que atingiram completo desenvolvimento.

Quando pensamos na palavra maturidade, e no que ela implica, pensamos imediatamente em alguém na idade adulta, é um facto. E, de certa forma até está correcto. Mas, se pensarmos, o que é afinal a idade adulta? Quando começa efectivamente? É |logo| quando somos declarados adultos aos 18 anos?

Parece-me que, e na maior parte dos casos, a idade que temos no Bilhete de Identidade, ou actualmente no Cartão de Cidadão, nada tem a ver com o nosso nível interno de maturidade. E não é por fazermos determinada idade que isso significa que vamos agir de acordo com aquilo que é esperado, pela sociedade. Não é, assim que funciona.

Apesar de vivermos totalmente rodeados e "bombardeados" com expressões generalistas, pois parece que temos de o fazer a toda a hora, de os homens isto, e as mulheres aquilo, o nível de maturidade que cada um vai alcançando, ao longo dos anos, é dos processos que nos torna realmente e demonstra aquilo que efectivamente somos, ou seja, seres singulares. Não existe regra, nem género que a defina. Existem pessoas que parece que nascem já adultos dado o nível de maturidade que desde cedo demonstram nos seus comportamentos e atitudes e outras que chegam aos 40, 50, 60 e têm atitudes que em nada correspondem à sua idade 'oficial'. Aos quais se aplica muitas vezes a expressão: 'Pareces mesmo uma criança'. 

Na minha opinião, isto não tem que ser visto como algo de negativo como o é na maior parte dos casos, desde que essas mesmas atitudes não prejudiquem um outro 'alguém'. Pois falta de maturidade não é igual a irresponsabilidade. Muitooo importante não confundir! No meu caso ouvir isso, ao longo dos anos, sempre foi interpretado como um elogio. Sim, um elogio. Gosto e tento a 300% preservar o meu lado infantil. Gosto muito dele. Faz de mim quem eu sou. Isso não quer dizer, muito pelo contrário que não existam determinados comportamentos que vá tentando mudar. tento e mudo. Vejo-o como um desafio. Um desafio ao meu desenvolvimento. Estes desafios, à nossa maturidade, podem chegar a qualquer momento e normalmente chegam de onde ou quando menos estamos à espera. E, por isso mesmo, há dois dias atrás quando recebi este envelope pensei o que penso sempre quando recebo algo que não posso ver logo no momento, que é: Nunca- na- vida- vou- conseguir- esperar- um- mês- para- abrir- isto! Vou passar a explicar- Eu sou aquela pessoa que desde que tenho memória nunca conseguiu esperar pela noite de 24 |de Dezembro|, ou pelo dia do meu Aniversário, para abrir um presente. Nunca! Lembro-me de, em pequena, os meus pais fazerem autênticos malabarismos para esconder embrulhos, lá em casa, mas não havia um sequer que eu não descobrisse e não abrisse |com uma delicadeza tal que ninguém suspeitava|. Até presentes para outras pessoas, da minha família, eu tinha que ver, antes... O normal, de mim, quando me pediam este tipo de coisas era "Sim, sim, eu só abro nesse 'tal' dia"... E, assim que a pessoa virava costas, já estava. A curiosidade sempre me levou a melhor. Sempre! E daí dizer que é muito difícil, quase impossível, alguém me conseguir fazer uma surpresa. Mas... E, como tudo muda, este ano, ou há dois dias atrás dei por mim a pensar- Eu consigo. Pela primeira vez, com esforço é certo, pois, em pensamento, já destrui o envelope não sei quantas vezes, mas eu vou conseguir. E, vou! Falta precisamente um mês |inteiro| para dia 26 de Outubro, mas sei que vou!

Não estou a dizer com isto que agora sou uma pessoa super madura e que vou sempre agir de acordo com a idade que tenho, nada disso, mas algo, tão simples, que se calhar há um ano atrás me parecia impossível de conseguir fazer, agora parece-me natural. E, são estas pequenas conquistas e estes desafios, em nos contrariarmos, e em contrariarmos algo que sempre fez parte de nós e do nosso padrão de comportamento, que nos fazem sentir que de alguma forma, fizemos algo, para chegar 'aqui'. Evoluímos. E este evoluir é, na realidade, o que significa alcançarmos |a verdadeira| maturidade. A que vai acontecendo e não aquela que nos é imposta, pelos aniversários que vamos somando.

"O homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira". F. Nietzsche

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