setembro 12, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #111



em·pa·ti·a- (grego empátheia, -as, paixão)- Forma de identificação intelectual ou afectiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa.

"Com origem no termo em grego empatheia, que significava "paixão", a empatia pressupõe uma comunicação afectiva com outra pessoa e é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos".

A empatia é vista então, e em linguagem muito simples, como a capacidade psicológica para sentir o que sente uma outra pessoa. Algo que todos temos capacidade de fazer mas tão frequentemente nos esquecemos. Parece-nos difícil ou até quase impossível, dado que cada um de nós é único mas, na verdade, é um dos maiores poderes que temos, enquanto espécie humana. Costumo dizer que se a humanidade a usasse no seu dia-a-dia tanto ou mais como usa outro tipo de ferramentas, mais defensivas, provavelmente metade dos conflitos, mal- entendidos e até guerras que geramos à nossa volta desapareceriam.

Ser empático é nos identificarmos com outra pessoa. É saber ouvir o outro |com os dois ouvidos|, é compreender sem qualquer tipo de juízo ou julgamento. Quando ouvimos “houve uma empatia imediata entre nós”, significa que houve um grande envolvimento entre duas pessoas, uma compatibilidade, uma identificação, imediata, que gerou uma série de sentimentos de alegria, prazer e satisfação. A empatia nada tem a ver com a simpatia, porque esta consiste numa resposta intelectual, que nos indica "apenas" vontade de estar com o outro enquanto a empatia é uma fusão emotiva, entre o nosso racional e o nosso emocional. A empatia vai muito mais além pois faz nascer, em nós uma vontade de conhecer e sobretudo compreender outra pessoa. Diria mesmo, e indo ao seu significado e origem, é o que nos faz apaixonar pelo outro. A conhecida expressão "walk in someone's shoes" é nada mais nada menos que tentar compreender e experienciar de forma objectiva e racional os sentimentos e emoções de alguém. 

A empatia leva-nos a ajudar o outro. Está intimamente ligada ao altruísmo |amor e interesse pelo próximo| e à nossa capacidade de ajudar. Esta capacidade de ajudar |em que muito se fala em alturas de crise| é algo que nos deveria ser natural SEMPRE e parece-me que é o contrário. Parece-me que o que infelizmente, enquanto adultos, nos começa a parecer natural é vivermos tão centrados em nós e no nosso umbigo que não conseguimos ver para além dele, dos nossos problemas e das nossas vidas que decorrem a 1000. Parece-me que ouvimos para responder e não para compreender e esse é dos maiores problemas de comunicação que existem mundo fora. Acredito que nos é possível ouvir sem defesas. Acredito que nos é possível compreender sem aceitar. Acredito que um pequeno gesto para nós pode fazer uma enorme diferença na vida de alguém. Acredito que nos seja possível dar sem esperar receber. Acredito |sempre| que o lado bom que se revela pelas nossas acções e o nosso poder empático será sempre infinitamente superior a tudo o resto.


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