agosto 22, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #108

o·lhar- Dirigir a vista; Fazer por ver; Encarar; Considerar; Estar voltado; Fitar os olhos em; Ver; Encarar; Contemplar; Cuidar de; Exercer vigilância; Observar; Notar; Ponderar.

Uma das coisas que mais me apaixona em alguém. O olhar. Muito mais que a cor ou o formato, dos nossos olhos, a forma como cada um de nós olha, é única. Singular. Podemos mudar tudo, mas nunca o nosso olhar, nem o brilho que, certas pessoas ou sentimentos, nos fazem ter, nos olhos. Sou também apaixonada por desafios e, para mim, saber decifrar um olhar e entendê-lo é daqueles que mais se me coloca, no dia-a-dia. Se pensarmos, um olhar diz-nos tudo. Tudo o que verdadeiramente precisamos de saber, naquele momento. Ninguém nos ensina. Não existe manual, apenas o que vemos e sentimos, com.

Mas, existe algo que está constantemente a mudar, no nosso olhar- A forma como vemos as coisas e pessoas também. E, essa forma está mesmo e constantemente a mudar. O constante movimento que nos é imposto impede-nos muitas vezes de conseguir parar e ver as coisas de uma perspectiva diferente. Mas, as pausas, as férias, período que estamos a viver, permitem-nos esse mesmo novo olhar. O "não ter tempo", deixa de ser uma fácil desculpa, e somos forçados a ver. A olhar. A olhar para aquilo que realmente nos ocupa a mente, que nos preocupa, que temos que resolver, ou pelo contrário, para aquilo que verdadeiramente é importante e apenas parar para o viver. Para o observar. Para o sentir. Dando-lhe assim o devido valor.

Parece-me que precisamos de nos educar a saber olhar. A conseguir VER o que realmente se passa à nossa volta e sobretudo em nós. Se não o soubermos fazer, mais cedo ou mais tarde, algo nos vai "obrigar" a fazê-lo e, por norma, de forma mais dolorosa. Saber olhar é, como tantos outros, um exercício diário, que temos e devemos praticar. Precisamos de olhar para ouvir o órgão que mais fala connosco. Sim, o coração. Precisamos de olhar para conseguir ouvir aquela que nunca se esconde, nem nos engana. Sim, a nossa intuição. Precisamos de olhar para reflectir sobre o sentido de tudo o que estamos a fazer. Sim, as nossas acções. Precisamos de olhar para, pelo menos tentar perceber, o porquê do que nos está a acontecer. Sim, os acontecimentos externos. Porque se por um lado a vida é movimento, por outro, ela exige constantes paragens, logo constantes olhares e diferentes atenções. Vigilâncias, até, para não perdermos algo, ou alguém, que não queremos. Estas paragens, a que por norma chamamos de férias, sejam 2, 4, 8, 15 ou 30 dias, são essenciais tanto para o nosso bem-estar e equilíbrio interior, como para este aprender a olhar e a conseguir ver, "com olhos de ver", a contemplar [palavra que tanto gosto], aquilo que ele nos traz.

"A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente."

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