maio 09, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #93

pri·o·ri·da·de-(latim tardio prioritas, -atis, do latim prior, -oris, que está mais frente); Anterioridade; Preferência conferida a alguém, relativamente ao tempo de realização do seu direito, com preterição do de outros.

"Não tenho tempo". Frase ou das frases que mais ditas e ouvidas por cada uma de nós. Achamos sempre que o nosso tempo é diferente do dos outros que é como dizer que o nosso é ou parece mesmo que é inferior ao dos outros. Mas a pura e simples verdade é que todos temos as mesmas 24h por dia. Não é uma questão de tempo, mas sim do que fazemos com ele e daquilo que priorizamos todos os dias. Insconscientemente, ou não, estamos sempre a fazê-lo. Sempre. Aceitando ou não, estamos com quem é prioritário para nós estar e fazemos o que é realmente mais importante. Esta é a pura verdade e por isso o "não tenho tempo", é das maiores desculpas que podemos dizer. Para os outros e sobretudo para nós. Saber, aprender a definir as nossas prioridades é tão ou mais importante até do que aquilo que temos que fazer. Cada pessoa tem as suas assim como o tempo nos parece e de certa forma até o é diferente para cada um de nós. Pois tem a ver com o nosso ritmo interno. E se há pessoas que conseguem fazer 10 coisas ao mesmo tempo e bem (não concordo com o "depressa e bem não há quem", não concordo mesmo nada), há pessoas que só conseguem fazer uma. E parece que a que faz 10 tem mais tempo do que a que faz uma, e essa diferença de ritmos acaba por nos iludir, pois pensamos, "parece que o dia para A ou B tem 48h e o meu 24H", mas é ilusório. Todos temos o mesmo e todos os dias.

Obviamente que as nossas prioridades vão mudando, com o tempo, idade, experiências mas o foco e mantê-lo é sempre importante e o que nos ajuda sempre a chegar onde queremos. Permanecermos focados no que realmente interessa e no que necessita mesmo da nossa atenção aplica-se a todas as áreas de nossas vidas. Se o fizermos evitamos uma série quer de conflitos que de sacrifícios em fazer algo ou estar com alguém que realmente não nos interessa assim tanto, ou não é assim tão importante. 
Devemos sempre ter consciência de que o que faz sentido para nós pode não ser compreensível sequer "ao outro", mas isso não nos deve fazer sentir errados, ou até pressionados a estabelecer outras prioridades diferentes que não se aplicam a nós, nem àquilo que realmente queremos.

Para chegarmos a nós e ao que realmente é prioritário para nós, agora, temos de aprender também a monitorar os nossos pensamentos. Facilmente nos perdemos neles e divagamos o que nos faz perder o foco e também tempo que não nos podemos dar ao luxo de perder, pois o tempo é, de tudo o que podemos ter, o nosso bem mais precioso e por isso mesmo, nas relações, sobretudo nas pessoais, das melhores coisas que podemos sentir, ou fazer sentir é que somos a prioridade de alguém e que alguém é a nossa. Pois tem a ver com o tempo e a atenção que temos e damos. Não há ninguém que não precise de o sentir. Por isso deixo algumas questões que se aplicam a todos nós : Quem é importante para ti hoje, agora? O que estarias disposto(a) a fazer para o demonstrar? Melhor ainda, por quem farias uma viagem de cinco horas só para estar uma?

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