fevereiro 22, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #82

ad·qui·ri·do- Ter alcançado a posse de; Granjeado; Ter sido invadido por; Que se obteve; Que não é inato, mas se aprende ou assimila durante a vida.

A vida não é um mapinha de excel em que criamos, movemos e removemos células de um lado para o outro, ou tão pouco uma agenda que criamos no nosso computador e que consultamos freneticamente, muitas vezes, e diariamente no nosso ipad, tablet ou telefone e que temos que seguir religiosamente. Não é.

Vivemos presos a estes acontecimentos que irão acontecer e que damos como certos e esquecemo-nos facilmente que a vida, a nossa vida tem vontade própria. Damos como adquiridas muitas das coisas que não deveríamos dar. Acontecimentos, factos passados presentes e futuros. Aprender que temos que ter mesmo muito cuidado com este "adquirido" é, de facto, "a" aprendizagem. Há muito poucas coisas que, na realidade, são adquiridas, que são seguras de acontecer. Assim de repente só me lembro de uma, sim essa mesmo. Aquela que na maior parte das vezes não nos permitimos pensar, por ser demasiado dolorosa.

Damos como adquirido sobretudo pessoas. Afectos. Sentimentos. Relações. Com o tempo parece que ganhamos, desenvolvemos até, uma incapacidade de demonstrar aquilo que queremos, que sentimos, parece que há uma certa dormência que vai crescendo e que nos impede de sentir e muito menos de demonstrar o que sentimos. Temos medo, medo de sofrer (mais). Achamos sempre que já sofremos o suficiente para esta e para a próxima vida também. Vamos destruindo as possibilidades que existem todos os dias e em nós. Preferimos ficar agarrados ao seguro, ao que julgamos adquirido, certo, seguro. No passado, presente e futuro, mesmo que isso não nos faça, lá no fundo, minimamente felizes. Podemos dizer que isso não é bem assim, que não o fazemos, mas fazemos, sim. E com isso perdemos. Perdemos sem perceber, verdadeiramente o porquê, e isso muitas vezes é o que dói mais. 

"Todos temos medo de dizer demasiado, de sentir profundamente, de deixar que as pessoas saibam o que elas significam para nós. Expressares-te a alguém o quão especial ela é para ti vai te tornar vulnerável. Não há como negá-lo. No entanto, não é nada para te sentires envergonhado. Existe algo belo, de cortar a respiração, nos momentos de pequena magia que ocorrem quando te despes e és honesto com aqueles que são importantes para ti.

Deixa que aquela rapariga saiba que ela te inspira. Diz à tua mãe que a amas em frente dos teus amigos. Expressa-te, expressa-te, expressa-te. Abre-te, não te endureças para o mundo e sê arrojado em quem, e como amas. Existe coragem nisso. No final do dia devias sentir-te excitado por estares vivo. Quando te contentas com algo menor do que o que desejas profundamente, destróis a possibilidade que vive dentro de ti e dessa maneira enganas tanto a ti próprio como ao mundo do teu potencial. Temos que lutar para fazer um trabalho extraordinário, temos que lutar para encontrar um amor extraordinário. Apenas assim iremos entrar numa extraordinária e abençoada vida. 

Trechos de um texto do André Costa ("Como arruinares a tua vida (mesmo sem te aperceberes que estás a fazê-lo"), que subscrevo na íntegra.

Imagem © Direitos reservados

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