janeiro 04, 2016

PRINCÍPIO DA SEMANA #75

lu·ta·dor|a| - Que ou aquele(a) que luta; Que vive arduamente; Atleta; Combatente.

Palavra forte e que tudo tem a ver com o início de um novo ano. Das qualidades que mais admiro e reconheço nos outros e sobretudo nas mulheres. Provavelmente por o ser e não querendo descriminar géneros, até porque não sou de todo apologista de "os homens isto as mulheres aquilo", pelo contrário, sou contra este tipo de afirmações e quem me conhece sabe é verdade e que faço ouvidos moucos, ou que "mando para a reciclagem" este tipo de frases, a verdade é que, e isto é uma verdade indiscutível, as mulheres sempre tiveram e ainda hoje em dia um caminho muito mais dificultado, em tudo.

Cresci com um exemplo em casa do que é ser e ter espírito, a 300%, de lutadora. A minha Mãe. Das pessoas e mulheres mais fortes e lutadoras que conheço e cresci sempre a pensar e com medo de não ter herdado nem metade dele, mas hoje, é-me seguro admitir que (felizmente) estava errada. Acho que pelo menos metade herdei, sim... O ser lutadora, que imediatamente nos remete a um significado bélico e pensamento de força e à força anexamos alguém fisicamente forte, robusto até, nem sempre assim é, e muitas vezes até é o contrário. Vivo rodeada de homens, mulheres, pessoas lutadoras por natureza e de "alguém", que faz parte da minha vida há alguns anos e que inspirou este primeiro princípio de 2016, que concentra em apenas 1,56 e 43 kg (às vezes, nem sempre) um espírito de luta que acredito muitos lutadores de boxe e afins não têm. E todos temos novos 365 dias, 361, neste momento, para demonstrarmos o espírito de lutadores que existe em nós. 361 dias recheados de novos desafios, de novas experiências, mudanças, pessoas e de convivência com os outros, mas principalmente connosco, o que por si só já representa um enorme desafio. E é mesmo necessário ter espírito de lutador(a) para encarar este novo ano e tudo o que ele nos vai trazer e levar (também). Longe de termos como ganhar ou perder, a verdade é que na vida real é isso que se passa. Ganhamos coisas, pessoas, vivências e vamos perdendo outras também. E temos de aprender a aceitar esta realidade.

O encontrarmos e lutarmos por aquilo que queremos que seja a nossa realidade depende de nós e vem acima de tudo do nosso poder de luta, daquilo que nos faz sair da cama todos os dias. E num início de ano, esse poder é-nos ainda mais pedido. Há toda uma lista, mais que não seja mental, de metas, objectivos, concretizações que queremos conseguir e para isso temos que lutar. Todos os dias, um bocadinho mais. E atenção, este lutar nem sempre implica fazer alguma coisa, e muitas vezes estes dois conceitos são confundidos. Apesar de poder parecer ser contraditório, muitas vezes o lutar implica não fazer nada e deixar que as sementes plantadas nos tragam frutos, E trazem. Acredito sempre que sim. Aprender a esperar (e não estar em pausa) é uma arte e sobretudo não impor o nosso tempo aos outros. Algo que já aprendi há algum tempo e que todos temos de encaixar, mais cedo ou mais tarde, na nossa forma de pensar. Este querer muito, este espirito de luta tem sempre que ser balanceado e estar em plena harmonia com a dicotomia querer- lutar- fazer, mas respeitar e com o ser humilde mas não subserviente. Lutar sim, mas com equilíbrio, sempre.

Desejo-vos um 2016, cheio de lutas e batalhas, que serão muitas certamente, ganhas!


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