maio 29, 2015

Crónicas da Inês #21







Memórias

Há uns meses vi o filme "The Giver - O Dador de Memórias" (2014) que conta com magníficas interpretações da tão grande Meryl Streep e do, também grande, Jeff Bridges. O filme é baseado num livro de Lois Lowry e conta a história de um mundo perfeito onde toda a gente é feliz. Porém, no que aparenta ser a comunidade perfeita, sem guerra, dor, sofrimento, diferenças ou escolhas, um rapaz é escolhido para aprender com um ancião os verdadeiros prazeres e dores do mundo "real".

Esse rapaz de 18 anos, Jon, é escolhido para ser o Recebedor de Memórias da Comunidade. A formação com o ancião consistirá na passagem de recordações do mundo "real" às quais o resto da comunidade não tem acesso. Do Dador de Memórias, Jon aprende os conceitos de amor e família mas, também, de dor, guerra e todas as verdades tristes que o mundo carrega. E, depois disso, é a história do filme, que deixo para cada um de vocês ver.

Na minha opinião, a principal lição que o filme nos dá é o lembrar-nos que, definitivamente, precisamos do mal para apreciar e dar valor ao bem. Mas, a verdade é que, se pensarmos, é a capacidade que o ser humano tem de esquecer acontecimentos ou atenuar sensações passadas que nos permite continuar a experienciar e a viver.

É o esquecer do sabor amargo de um amor não correspondido que nos permite voltar a apaixonarmo-nos. É o esquecer das dores do parto que faz com que uma mãe deseje e anseie ter mais filhos. É o esquecer da sensação de borboletas na barriga que nos faz querer apaixonar outra vez. É a memória longínqua da sensação de estar com os amigos que dá lugar à saudade e nos faz querer repetir esses momentos.

Vale para o bom e para o mau. Realmente este filme deixou-me a pensar sobre o peso que as memórias tem na definição do nosso futuro. E a importância que tem a forma como gerimos as nossas recordações. E como até podia ser bom se, à semelhança do que havia naquele mundo do filme onde as personagens viviam, às vezes, tivéssemos algo que nos ajudasse a esquecer e nos pudesse permitir contar com algo mais do que o tempo.

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maio 28, 2015

Este fim-de-semana- Concept Fashion Design

É já este fim-de-semana um conjunto de dois dias dedicados à moda, calçado, decoração, vestuário, alfaiataria, beleza, joalharia, gastronomia e vinicultura. O Concept Fashion Design é mais recente plataforma cultural que faz o encontro entre a moda, marcas de autor, fotografia, música e pintura. 

Deixo-vos o programa:
Morada: Calçada dos Lagares, 23
Horário: Das 14:00 às 23:00

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maio 25, 2015

Princípio da Semana #43

rup·tu·ra- Acto ou efeito de romper; Corte; Interrupção; Quebra de relações sociais ou afectivas; divisão; Anulação de obrigações sociais e compromissos; Acção de violar ou infringir um acordo e/ou contrato; Buraco ou abertura.

Palavra que dói. Provoca imediatamente um sentimento de dor em nós. Um sentimento negativo. É indiscutível que todos passamos por várias ao longo da vida, não há como fugir. As rupturas são o lado mais agreste da vida, sejam elas de que ordem for, pessoais, afectivas, amorosas ou até profissionais. Elas são necessárias, fazem parte da nossa própria condição de viver.

Mais tarde ou mais cedo todos passamos por rupturas e naturalmente as afectivas são as que doem mais. Romper com algo que faz parte de nós, da nossa vida, perder um sentimento, deixar de estar presente, de vivenciar, de dividir algo é dos processos mais dolorosos que podemos passar. É um luto que temos de fazer mesmo não sendo ele definitivo. Na altura é e quando se dá uma ruptura nada volta a ser como era. Pode até, mais tarde, vir a ser melhor, mas igual nunca é.

A ruptura, assim como vários outros processos de dor, é algo de muito nosso. É algo que vivemos muito intensamente, é uma dor para a qual não existe comprimidos que a curem, uma dor difícil de suportar, pois por um determinado espaço de tempo, existe 24h do dia em nós e por mais conselhos que nos possam dar de coisas para fazer no momento tudo parece ser em vão e tudo perde o significado. A ruptura ofusca-nos, faz-nos perder o norte, faz-nos sentir perdidos, sem chão. 

Mas (e como em tudo), um lado bom no meio de todo este conjunto de sentimentos (nada) positivos. A ruptura é dos processos que mais nos faz crescer. Da total cegueira, faz-nos ter total clareza. Faz-nos ver coisas como se calhar nunca as vimos antes. Faz-nos, obrigatoriamente, ter outra perspectiva. A ruptura faz-nos querer mudar. Faz-nos querer ser e fazer melhor. Apesar de má, que é, a dor da ruptura faz-nos crescer, torna-nos indiscutivelmente mais fortes e corajosos e cada vez mais aptos a enfrentar as dificuldades e complicações do dia-a-dia. Ensina-nos (ou relembra-nos), algo que nunca deveríamos esquecer- Que "hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas".

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maio 22, 2015

Abraços que fazem a diferença...

Hoje é o "Dia do Abraço". Um gesto por demasiado importante e que todos deveríamos praticar mais.

A Fundação Rui Osório de Castro, instituição de solidariedade social sem fins lucrativos que apoia a oncologia pediátrica nas áreas da informação e da investigação científica, promove a campanha “Um abraço pode fazer toda a diferença”. A campanha culmina hoje e tem como objectivo sensibilizar-nos para a área da oncologia pediátrica e angariar fundos que permitam à Fundação continuar a sua missão e a manutenção dos projectos que desenvolve. Assim e hoje a população nacional é convidada a contribuir para a causa através de um donativo monetário que promete abraçar e transmitir esperança a todas as crianças que sofrem de alguma forma de cancro. Também hoje, a Fundação Rui Osório de Castro assinala o "Dia do Abraço", de forma simbólica, promovendo a partilha do vídeo da campanha nas redes sociais com o objectivo de poder alcançar o maior número de pessoas que possam contribuir para a causa.

Para além desta partilha, podem fazer um donativo pontual ou regular através do Nib da Fundação (0036 0065 9910 0088 1974 9).



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maio 21, 2015

Concept Fashion Design

O fim-de-semana de 30 e 31 de Maio para os lados da Mouraria promete! São dois dias dedicados à moda, calçado, decoração, vestuário, alfaiataria, beleza, joalharia, gastronomia e vinicultura. O Concept Fashion Design é mais recente plataforma cultural que faz o encontro entre a moda, marcas de autor, fotografia, música e pintura. 

Desfiles, música, exposições, este será, sem dúvida, um fim-de-semana cultural no Mouraria Creative Hub, a mais recente incubadora de artes criativas no bairro da Mouraria. No final das tardes de Sábado e Domingo terão lugar os showcases de Andycode e Ana Cláudia, completados com a degustação de vinhos portugueses (Pouca Roupa e Pinhal da Torre).

Morada: Calçada dos Lagares, 23
Horário: Das 14:00 às 23:00

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maio 20, 2015

MIXA

Não fiquei surpreendida quando ontem na apresentação da nova marca de cuidados de corpo, no mercado português- Mixa, foi revelado que as portuguesas ainda não cuidam da pele do corpo como as restantes mulheres da Europa. Os motivos podem ser variados, mas a verdade é que os cuidados de corpo continuam a ser vistos como um gasto superfulo.

A pensar nesta mesma realidade, a marca número 1 em cuidados de corpo em França, criada na farmácia em 1924, oferece-nos cuidados testados em pele sensível sendo as suas fórmulas hipoalergénicas e adaptadas a todos os tipos de pele, até mesmo à pele delicada dos bebés. Mixa é uma marca acessível com uma oferta muito variada, adaptada a toda a família.

As fórmulas Mixa contêm um número limitado de ingredientes, reconhecidos pela sua óptima tolerância. Uma selecção de matérias- primas que minimizam o risco de alergias e com texturas adaptadas para proteger a pele do ressequimento. Com 3 gamas diferentes, a de hidratação, a especialista e a de bebé, e com preços que vão desde os 3,49€ aos 9,99€, a marca já pode ser encontrada, desde ontem, em todos os hiper e supermercados.

maio 19, 2015

Das EXCELENTES Iniciativas- "E se levasse o seu cão ao cinema por uma boa causa?"

A SOS Animal, a Animais de Rua, a Change for Animals Foundation, a LX Factory e a Alambique apresentam a primeira sessão solidária de cinema para cães e os seus "donos", no próximo dia 26 de Maio, pelas 21:00, na Fábrica LX (LX Factory), em Lisboa.

Com estreia marcada nos cinemas a 28 de Maio, o filme “Deus Branco”, de Kornél Mundruczó, foi apresentado no Festival de Cannes onde venceu a Dog Palm. Conto premonitório sobre as relações entre uma espécie superior e o seu inferior caído em desgraça, acompanha Lili, de 13 anos, e o seu cão Hagen, em Budapeste, após uma medida aparentemente inofensiva com vista a disciplinar a criação de cães. Favorecendo os cães com pedigree, as novas regras vão pouco a pouco impor multas às raças mistas e dar origem a uma série de acontecimentos extraordinários. Rapidamente, os donos começam a abandonar os seus rafeiros e os canis ficam sobrelotados. Face a esta lei cruel, Lili luta para salvar o Hagen.

Realizado sem efeitos especiais, o filme contou com a participação de 274 cães de canis húngaros que beneficiaram de um verdadeiro trabalho de treino para as filmagens. De acordo com o realizador, “trabalhar com cães foi uma experiência terapêutica. Foi um processo de rodagem onde tivemos de ser nós a ajustar-nos a eles e não ao contrário. É um exemplo notável da cooperação singular possível entre duas espécies.” Depois do fim da rodagem, um programa especial de adopção permitiu encontrar novos lares para todos os cães.

A venda de bilhetes será feita no próprio dia, no local de exibição, a partir das 20:00, e terá um custo de 5€. Cada bilhete permitirá a entrada de um cão, desde que o animal seja sociável (com pessoas e outros cães), que não tenha fobias ao escuro e a barulhos, e cujo tutor assegure que estará tranquilo na sala durante toda a exibição do filme (cerca de 2 horas). Serão disponibilizados também 50 bilhetes especiais, com um custo de 10€, que darão direito ao cartaz do filme.

As receitas da bilheteira revertem inteiramente para a SOS Animal, para a Animais de Rua e para a Change for Animals Foundation. Todas associações sem fins lucrativos com trabalho desenvolvido na protecção animal.

Trailer aqui.


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maio 18, 2015

Princípio da Semana #42

ce·dên·ci·a(s)- Acção ou efeito de ceder; Delegação ou transferência; Acto ou resultado de doar; Conceder ou dar;

Palavra à qual, na minha opinião, não é dada a devida importância. Todos temos crenças, opiniões, maneiras de pensar e funcionar e todos também, mais cedo ou mais tarde, temos de ceder.

Todo e qualquer relacionamento exige-nos trocas e negociações, logo é assente em cedências. Associamos muito a palavra cedências a uma relação amorosa, mas as cedências são muito mais que isso. Cedemos também em função de algo maior que nós. Cedemos o nosso bem mais precioso- o nosso tempo para participar e ajudar causas em que acreditamos, mesmo que isso não nos traga resultados práticos imediatos. Ceder é dos melhores exercícios que podemos fazer por nós a nível de crescimento e maturidade, pois as cedências são naturais, logo são sinais efectivos de crescimento interior. Nunca nos deverão ser impostas, pois se assim for não são verdadeiramente cedências mas sim obrigações. 

Não é fácil fazer cedências, pois temos sempre 1001 desculpas para não o fazer. E é porque temos que acordar cedo a um Domingo, depois de ter dormido 5h, para estar outras 5 em pé a fazer voluntariado, e é porque não nos faz sentido ir comemorar para o Marquês de Pombal a vitória de um clube que não é o nosso, (mas é o da (quase toda) restante família). São vários os exemplos que poderia dar, mas o importante a reter é que ao longo da vida vamos mudando, e essas mudanças são visíveis quando algo que nos parecia impensável até há pouco tempo atrás, é feito com genuína vontade e naturalmente. Porque ceder é amar, ceder é colocar as nossas vontades em segundo plano em prol de algo superior. É o acreditar em algo, ou simplesmente amar quem está à nossa volta e fazê-lo "apenas" pela satisfação interior de fazer essas mesmas pessoas felizes e viver momentos importantes com elas, mesmo que não o sejam para nós. 

Acredito que a coisa mais difícil num relacionamento, seja de que género for, é saber quando é a hora de acalmar o nosso orgulho e vontade para fazer e permitir a dos outros. Fazer com que os relacionamentos funcionem é, sem dúvida nenhuma, um enorme desafio. Se não aprendemos a ceder, mais cedo ou mais tarde o relacionamento acaba e muitas vezes não por falta de Amor, mas sim pela ausência de tolerância e compreensão. Competir é necessário e natural mas deve acontecer de forma saudável, onde exista espaço para o crescimento individual. A dificuldade é saber ceder sem perder a nossa individualidade. Numa relação em que só um dos lados cede não funciona, e com o tempo torna-se insustentável. Tudo na nossa vida tem que ter como base o equilíbrio, pois só relacionamentos assentes nesta base funcionam e sobrevivem a todos os egos e sobressaltos. 

Ceder não significa parar de me preocupar. Ceder não é tornar as coisas mais fáceis, mas sim extrair lições das consequências de nossos actos. Ceder não é julgar, mas admitir que a outra pessoa é um ser humano. Ceder é não intrometer-se tentando resolver problemas alheios, é permitir que as pessoas encontrem as soluções por elas próprias. Ceder não é rejeitar, mas aceitar. Ceder não significa adaptar tudo conforme meus desejos, mas aceitar as coisas como são, cada dia como é, e apreciar cada momento. Ceder é temer menos e amar mais...

"Não entendes nada de Amor porque nunca soubeste o que é ceder". Closer - Perto Demais

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maio 15, 2015

"Ama a Tua Pele"



“E se pudesse(s) ter uma conversa a sós com a sua (tua) pele, o que lhe dizia (s)?” Este é o mote da campanha #amaatuapele, que visa sensibilizar as mulheres para os cuidados que que todas deveríamos com a nosso rosto.

O movimento visa não só incentivar mudanças no que diz respeito aos cuidados a ter com a pele, mas também ajudar a promover uma relação mais saudável e mais próxima com a mesma e consequentemente com a nossa auto-estima. 

Num ambiente silencioso e intimista, apenas com a companhia do próprio reflexo num espelho, as quatro protagonistas da campanha interiorizaram o conceito, viajaram até dentro de si e falaram à sua pele de forma nostálgica, sincera e emotiva. O resultado? Verdadeiras declarações de amor que podem ser vistas aqui:



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maio 14, 2015

Crónicas da Inês #20



Sou feminista

Sou feminista. E por isso entenda-se, por definição, que sou defensora da igualdade entre géneros e que acredito na criação de um mundo onde não existam diferenças de oportunidades e direitos políticos, culturais, sociais, económicos e pessoais entre homens e mulheres.

O feminismo está, nos dias de hoje, conotado com uma carga negativa. Há quem associe a um movimento de misoginia, mulheres que odeiam meninas femininas, mulheres lésbicas, mulheres que correm nuas na rua, incendeiam soutiens, invadem espaços. Está tão fortemente enviesado que existem hoje (espante-se!!) movimentos de mulheres contra o feminismo.

O facto de na nossa sociedade moderna, grande parte da população feminina ter acesso a oportunidades idênticas às dos homens, sobretudo nas classes sociais superiores, faz com que fique a ideia de que os assuntos de género são problemas de outros tempos. Mas a verdade é que, nos países desenvolvidos, as mulheres ainda ganham aproximadamente menos 30% de salário quando comparado com as suas contrapartes masculinos. E que apenas uma pequena maioria tem assento nos Conselhos de Administração das empresas (cerca de 20% no caso de Portugal, 6% se olharmos apenas às empresas do PSI20). E que, um largo grupo ainda são vítimas de violência doméstica pelos seus parceiros. As estatísticas dizem que, a nível mundial, cerca de metade das mulheres adultas foram espancadas ou vítimas de outros tipos de violência. 

E na Ásia e em África, eventos como infanticídio de raparigas, aborto selectivo em função do sexo, mutilação genital feminina, homicídios por motivos de “honra” continuam a ser realidade e tiram a vida a milhares de mulheres jovens. Em pleno século XXI ainda existem milhões de casos de mulheres e raparigas que são transacionadas (compradas e vendidas) em todo o mundo para casamento, prostituição ou escravatura.

Em 2014, Emma Watson, Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, fez um discurso onde lançava a campanha HeForShe que convidava os homens e rapazes a participar activamente nesta causa e a aderirem ao movimento para igualdade de género. Porque apesar de todas as lutas que se foram vencendo ao longo dos tempos e das barreiras que foram caindo, ainda são, claramente, muitas as diferenças entre homens e mulheres. Betty Friedan, Gloria Steinem, Hilary Clinton, Sheryl Sandberg, Oprah WInfrey são algumas das mulheres dos nossos tempos que se levantam e lutam pela igualdade. Porque a assimetria entre homens e mulheres no quotidiano é uma realidade e porque a igualdade é um direito fundamental consagrado na Constituição Portuguesa é tempo também de nos levantarmos e unirmo-nos, homem e mulheres, na luta contra esta afronta. E dizer, homens e mulheres: “eu sou feminista”.

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maio 13, 2015

Sobre a Intolerância Alimentar...

Recentemente fui fazer um Teste de Intolerância Alimentar, na Clínica Em Forma. Sem antes investigar muito sobre o assunto, pensava que o teste consistia em saber a que tipo de alimentos seria alérgica, sendo que (julgava eu) que não era a nenhum. E este é um erro que é cometido frequentemente quando ouvimos falar de intolerância alimentar. As alergias alimentares confundem-se frequentemente com intolerância alimentar e não são, de todo, a mesma coisa.

A alergia alimentar é uma reacção imunológica, que ocorre após a ingestão ou contacto com um determinado alimento, onde normalmente as manifestações físicas são imediatas. Na intolerância alimentar há a formação de anticorpos dirigidos contra proteínas de determinados alimentos que comemos. Ou seja, o nosso organismo não consegue digerir completamente algum grupo de alimentos, provavelmente devido a uma deficiência enzimática do sistema digestivo, ou outro mecanismo desconhecido. Como consequência, são produzidas substâncias que o organismo reconhece como estranhas causando uma reacção de sensibilidade alimentar. Este é um processo cumulativo que leva ao aparecimento de doenças de grau moderado com evolução crónica. E daí a importância de realizarmos um teste deste género. É que sem nos apercebermos, dado que as manifestações são muito variadas, pouco específicas e difíceis de diagnosticar, pois raramente se associam aos alimentos ingeridos, podemo-nos estar a "envenenar" muito lentamente, sem termos consciência.

Ao realizar o teste, tive várias surpresas, pois a alguns dos alimentos que mais adoro, como por exemplo, croissants e queijo de ovelha, tenho um grau de intolerância de 77% e - 121% respectivamente (chuif...). No teste são percorridos, praticamente todos os alimentos assim como todo o grupo de bebidas, um a um, e são-nos detectadas as pré-intolerâncias (que vão de -31% a -50%), as intolerâncias, de -51% a -80% e as intolerâncias grandes (+ de -81%). Estas últimas duas devem ser, obviamente, retiradas da nossa alimentação. O teste demora aproximadamente 1h e no final é entregue um relatório com todos os alimentos e respectivas percentagens, assim como alguns conselhos práticos.

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maio 11, 2015

Princípio da Semana #41

re·co·nhe·ci·men·to- Acto de reconhecer; Efeito dessa acção; Confissão, declaração de um facto; Gratidão, sentimento de agradecimento; Recompensa, prémio, galardão.

À semelhança de tantas outras, saber reconhecer é uma prática que deveria ser diária. O reconhecimento é o maior sentimento de gratidão que podemos ter em nós e que podemos demonstrar aos outros. É sem dúvida um enorme manifestação também de humildade, qualidade que deveria ser comum a toda a espécie humana.

O acto de reconhecimento é a maior fonte de motivação que podemos dar a alguém. Diria a maior. Saber reconhecer um gesto, uma atitude, um comportamento, agradecer algo que alguém fez por nós, tem um efeito imediato e único de motivação. É instantâneo. Sabermos que fizemos algo de bom por alguém é um "combustível" poderosíssimo para nós. 

Infelizmente nem sempre o fazemos, por vários motivos, mas diria que o principal é darmos muito como garantido as coisas, pessoas, relações que temos e achamos que as vamos ter para sempre. Muitas vezes, também, nem sequer pensamos nisso e assim não vamos reconhecendo. Achamos que é normal ser assim, que são dados, pessoas adquiridas, ou pensamos que se temos o que temos na nossa vida é porque merecemos que assim seja. Verdade, se temos é porque, de alguma forma, merecemos, por que fizemos por isso, mas isso não quer dizer que não o tenhamos que ser gratos e que não tenhamos que manifestar o nosso reconhecimento ao outro, à vida. O que acontece é que quando, perdemos algo ou alguém, sentimo-nos injustiçados, perdidos até. Porque quando o "porque sempre foi assim" se perde ou deixa de ser como era, muda, não entendemos essa mudança. Apenas porque não temos em nós, a nível consciente, o poder de reconhecer, não vamos alimentando esse algo ou alguém, essa relação e claro com o tempo ela vai mudando. Porque e apesar de ser uma frase super "cliché", a verdade é que tudo muda a toda a hora, e esta é uma, das poucas, verdades absolutas. 

Acredito que o maior reconhecimento surge da nossa dedicação, empenho e entrega. Este trio mágico que, não tenho dúvidas, nos leva ao reconhecimento. Profissionalmente falando é das maiores alegrias que podemos ter é vermos o nosso trabalho reconhecido. Alguém reconhecer o que fizemos por ela, ou pela empresa (por exemplo), é uma sensação de vida muito, muito forte. Pessoalmente costumo dizer que quando recebo uma mensagem de agradecimento, ou de reconhecimento de uma cliente, ou leitora "vou ao céu e volto", e reconhecimento é isto mesmo. É ir ao céu e voltar para a terra, de coração cheio e cheia de força interior para continuar, com a certeza de que estamos no caminho certo.
Acredito que devemos trabalhar sempre por uma causa e não para ter aplausos. Que devemos viver de forma a nos expressarmos e não para impressionarmos e que o reconhecimento é algo que vem ter connosco de forma natural. 

"A gratidão é uma forma singular de reconhecimento, e o reconhecimento é uma forma sincera de gratidão". A. Vaszatte

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maio 07, 2015

Makeup Genius- L’Oréal Paris

A semana passada fui assistir ao lançamento em Portugal da nova aplicação de maquilhagem virtual da L’Oréal Paris, a "Makeup Genius". Esta é uma app totalmente inédita e revolucionária, pois permite-nos experimentar instantaneamente as últimas tendências, descobrir novos produtos e criar looks de maquilhagem que podem ser apreciados em movimento e em tempo real.

Este é, sem dúvida, o nascimento de uma era na beleza, pois a "Makeup Genius" transforma o nosso smartphone ou tablet num autêntico espelho mágico. Super fácil de utilizar, pois basta abrir a aplicação para que a mesma faça o reconhecimento facial e seleccionar cada produto na cor desejada, ou looks sugeridos, tem também a vantagem de acompanhar os movimentos e os diferentes ângulos, permitindo ver como fica  a maquilhagem a partir de todas as prespectivas. Assim que for encontrado o look pretendido, permite-nos tirar uma selfie, gravá-la e partilhá-la nas redes sociais. Por último, permite também scannear os produtos nas lojas e experimentá-los antes de os comprarmos.

É gratuita e está disponível para plataformas IOS e Android. Basta fazer o download e começar a utilizar!

maio 06, 2015

Workshop de Maquilhagem- "Love Yourself"

Sabiam que "Como fazer um olhar esfumado?" é uma das perguntas mais frequentes do Google e que apenas 71% das mulheres portuguesas usa ou já experimentou usar maquilhagem, versus 84% na restante europa?

É verdade que não nascemos ensinadas e como tal associamos maquilhagem a algo de muito complicado. Requer algum tempo e paciência sim, mas com o tempo deve passar a ser uma rotina como outra qualquer. Faz parte daqueles momentos diários só nossos e de extrema importância para a nossa auto-estima. Quanto ao ser complicado, é uma ideia pré-concebida que não corresponde, de todo, à realidade, mas saber usar maquilhagem tem que ser aprendido, claro. Por isso convido-vos a participar no Workshop do próximo Sábado:
Relembro o Programa:

- A importância da imagem e da maquilhagem na construção da nossa identidade, confiança e auto-estima;

- A pele e a sua preparação para receber maquilhagem- Limpeza e hidratação;

- Os vários produtos e respectivas utilidades;

- A função de cada pincel;

- A base- Escolha do tipo de base a utilizar- Características e tom;

- Morfologia e traços do rosto- Correcção/ Melhoramento das formas e imperfeições;

- A importância da cor na Maquilhagem – a escolha certa do tom de sombra e batom para cada tom de pele; Tonalidade de olhos, cabelo e sobrancelha;

- Os lábios -Correcção e valorização- Como aplicar os tons certos e como favorecê-los;

- Aplicação e escolha do blush;

- O eyeliner;

- Como aumentar as pestanas e como valorizar as sobrancelhas;

- A utilização das pestanas “falsas”;

- O uso de tons escuros nos olhos (transição maquilhagem simples para dia-noite);

- Como utilizar um método simples, saudável e eficaz para retirar uma maquilhagem;

- Espaço livre para esclarecimento de dúvidas e/ou questões relacionadas com Maquilhagem e Consultoria de Imagem

Limite de inscrições: 8

Horário: 14-19.30h

Valor: 50♥ (ou 40♥, caso sejam duas inscrições juntas).

Rowenta Technology Team #9

Estar em casa e sentirmo-nos confortáveis é, sem dúvida, imperativo. Com o Verão a chegar e com ele o tão esperado calor, é altura de irmos começando a pensar em soluções práticas para aquilo que muitas vezes se pode tornar um problema. Sou particularmente fã de colunas de ar, primeiro pelo (pouco) espaço que ocupam e segundo pelo fácil transporte de uma divisão para a outra, o que faz com que sejam soluções a nível de ar frio muito mais viáveis que, por exemplo, um tradicional ar condicionado. Pensando nisso, hoje falo-vos do "Eole Crystal", a mais recente criação a nível de ventilação da Rowenta


O "Eole Crystal" tem 3 velocidades diferentes, oscilação automática, redução do fluxo de ar, antes e enquanto dormimos e um pormenor muito interessante que é o facto de ter variação do fluxo do ar, o que permite criar o efeito natural do vento.
É sem dúvida uma óptima aposta para este próximo Verão.

Pvp (recomendado): 85€

*Escrito em colaboração com a Rowenta

maio 05, 2015

“Minha Senhora”- Associação Abraço

Estreou no passado dia 28, na Academia Santo Amaro, em Lisboa, a peça "Minha Senhora". Trata-se de um monólogo que retracta a convivência com o VIH de um homem de classe média/alta que um dia descobre estar infectado com VIH e entende este vírus como a sua eterna amante, que o transformou num homem diferente. Esta é uma mensagem de que o HIV não escolhe idades, géneros ou estatutos sociais e económicos.

A peça “Minha Senhora”, tem texto de Marisa Carvalho, música original de FF (Fernando Fernandes), guarda-roupa de Nuno Gama, encenação de Paulo César e interpretação de Flávio Gil e estará em cena todas as segundas e terças-feiras, até ao dia 26 de Maio.

Tenho dois convites duplos para vos oferecer. Para se habilitarem a ganhar um deles, só têm que enviar um e-mail: (babiaunica@gmail.com) até à próximo dia 10, com nome completo e e-mail para contacto. O sorteio será via random e os vencedores serão contactados no dia 11.

Imagem © Direitos reservados

maio 04, 2015

Princípio da Semana #40

Mãe- Mulher que tem ou teve filho ou filhos; Animal fêmea que tem filho ou filhos; Mulher carinhosa; Protectora; Origem, causa, fonte; Pessoa que chora facilmente; Que deu origem a outras coisas da sua espécie; Que é considerada a principal entre outras do seu género.

Ontem comemorou-se mais um "Dia da Mãe", dia que de todos os dias "de", é por ventura aquele que é mais especial, mais doce e profundo ao mesmo tempo. Mãe é uma palavra com um significado infinito e com um sem número de definições. Muito sempre se escreveu e falou sobre o que é isto de ser Mãe. Como em tudo, cada um de nós tem a sua definição e sentimento em relação à sua e em relação ao significado que lhe dá, mas para mim o adjectivo a que sempre associei a palavra, é- Incondicional. Seja em que espécie for, humana ou animal, ser mãe é amar incondicionalmente.

Ser mãe é saber ouvir o silêncio de um filho. É respeitar as suas escolhas. É ter consciência de que "temos" um ser humano para tomar conta, para proteger, mas ao mesmo tempo sabermos que não é nosso. Ser mãe é muito mais é educar, é preparar e saber libertar.

Há uma ideia que defendo há muito tempo que o ser mãe é muito mais que ter um filho, é o sê-lo de alma e coração. O ser mãe não implica, nem depende o sê-lo fisicamente e daí existirem os filhos do coração, que são aqueles que não saíram de dentro de nós mas que amamos como tal. 

Ser mãe dói. 
Dói quando o filho nasce. Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, nos sentimos perdidas. Dói quando o nosso filho chora de noite e não sabemos como acalmá-lo. Dói quando um filho fica doente e queremos trocar de lugar com ele e não podemos. Dói quando não sabemos o que fazer. Dói quando temos que deixar um filho pela primeira vez na escola e ele não quer ficar e precisamos de fazer um esforço sobrenatural para não chorar. Dói quando choramos às escondidas depois. Dói também, quando, recebemos o primeiro adeus juntamente com um sorriso. Dói quando sentimos um filho a tornar-se independente. (Como dói!!!...).

Ser mãe é uma missão que dói a vida inteira. Mas engrandece também. A dor é proporcional à alegria de ver e sentir um filho feliz. Ser mãe é sem dúvida o maior desafio a que nos propomos e ao mesmo tempo a coisa mais natural do mundo. 

Li este texto há pouco tempo e deixo a reflexão: “Filhos não são pílulas contra a monotonia, pílulas da salvação de uma vida vazia e sem sentido. Penso que antes de cogitar a possibilidade de engravidar, toda a mulher se deveria perguntar: eu sou capaz de aceitar que, apesar de dar a luz um ser, ele não será um pedaço de mim e, portanto, não deverá ser igual a mim? Eu sou capaz de me fazer feliz sem ter alguém ao meu lado? Eu sou capaz de abrir mão de determinadas coisas na minha vida sem depois cobrar? Eu sou capaz de dizer ‘não’? Eu quero mesmo ter um filho ou simplesmente aprendi que é para isso que nascemos: para constituir família?”

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Passatempo "Por Ti Perco a Cabeça!"- Dia da Mãe- Resultado

E estas são as mensagens vencedoras do Passatempo "Por Ti Perco a Cabeça":

Parabéns Ana, Andreia e Patrícia!

maio 01, 2015

Termina Hoje- Passatempo "Por Ti Perco a Cabeça!"- Dia da Mãe

São 3 das novas caixinhas (lindaaaaas), em cerâmica e com ardósia, no valor de 15€ (pvp recomendado) que podem ganhar.
Existem em branco, rosa e azul e são personalizáveis. Tudo o que têm que fazer para ver a vossa mensagem escrita numa delas é escreverem a frase que gostariam de ver impressa para oferecerem à vossa Mãe, e:

1- Clicar no "gosto" das páginas de Facebook: www.babiaunica.com e da Por Ti Perco a Cabeça!;
2- Partilhar o passatempo no v/mural de Facebook;
3- Preencher este formulário até hoje às 23.59. (As frases vencedoras serão publicadas no próprio "Dia da Mãe", Domingo portanto).


As 3 respostas mais inspiradoras, mais bonitas, melosas e afins, que serão escolhidas por mim e pela marca, ganham.

Inspirem-se e percam a cabeça desta vez pela vossa Mãe, que certamente bem merece!

Crónicas da Inês #19

Levar a amizade a sério

Anda a passar pelas redes sociais um anúncio da Super Bock que apela a todos nós que “levemos a amizade a sério”, que nos desliguemos mais das redes sociais e da internet e que dediquemos mais tempo aos amigos.

Consequência dos tempos modernos é possível que algumas pessoas tenham uma tendência maior para se isolar, vivendo atrás de ecrãs e teclados… mas, devemos realmente fazer carrasco desta mudança dos tempos a internet, as novas tecnologias e as redes sociais? Porque, na realidade, quando usadas com equilíbrio, elas ajudam a aproximar pessoas: a encontrar aqueles com quem fomos perdendo o contacto ao longo dos anos, a aumentar o contacto diário entre amigos através da partilha instantânea de imagens e experiências, a facilitar a comunicação e a encurtar a distância daqueles que estão separados geograficamente.

Já a canção do Leo Sayer dizia “the telephone can’t take the place of your smile” (o telefone não substitui o teu sorriso) mas, em bem da verdade, o telefone aproxima as pessoas. O Viber, o WhatsApp, o Messenger, o iMessage, o Skyper (há para todos os gostos!) facilitam as comunicações e hoje há amigos com quem falo todos os dias graças a estas tecnologias. E são os mesmos amigos com quem estou, fisicamente, à noite, de dia, durante a semana, ao fim de semana, quando nos apetece. Os amigos a sério com quem não partilharia metade das coisas que vejo e ouço se estas tecnologias não existissem. Os amigos a sério que estão, literalmente, à distância de um clique.

E não há desculpas. Não há sofá, não há trabalho, não há sono porque quando há, honestamente, pensem para vocês próprios: “são mesmos estes amigos com quem eu quero partilhar e investir o meu tempo tão escasso? São estes amigos os meus bons amigos?”. Porque, na generalidade, não temos de arrancar os amigos de onde quer que seja. E quando estamos com uns amigos, não estamos com os outros virtualmente. Pousamos o telefone e levantamos o copo, aí sim. E se não puderes hoje, arranja forma de poderes, porque sabes lá o que está reservado para amanhã.

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