dezembro 28, 2015

PRINCÍPIO DA SEMANA #74



pu·re·za- Qualidade do que é puro; Transparência; Limpeza; Nitidez; Diafaneidade; Virgindade; Inocência.

Ao contrário do que inicialmente pensei, para este que é o último princípio de 2015, em que tudo nos impele para fazer balanços e contabilidades (de todos os géneros), escolhi falar do que é puro. E o que há de mais puro em nós são os nossos afectos. O que sentimos. Por nós, pelos outros, por o que nos rodeia. O final do ano acima de tudo é a altura do ano em que mais sentimos. Tudo. O que está por detrás das listas que (quase) todos fazemos nestes dias, quer de Natal, quer de desejos e objectivos para o ano que vem, nada mais são do que expressões do que há de mais puro em nós.

Acredito que podemos passar grande parte do ano a correr, a fugir de nós, do que sentimos, do que temos por resolver, mas chega a esta altura e é como uma chamada, não há como fugir. Querendo e gostando ou não, é inevitável que façamos um quadro mental com tudo o que mudou nas nossas vidas e acima de tudo dentro de nós. E há anos que parece que a pessoa que éramos no dia 1 de Janeiro deste ano já não o é n dia de hoje, e de facto acredito que assim seja. Anos que mexem com tudo o que há para mexer, anos de desconstruções, de limpezas e de renovações, muitas vezes avassaladoras. Acredito também que, mais cedo ou mais tarde, todos passamos por anos assim. São anos muito muito difíceis em que tudo o que queremos é que acabem, mas extremamente necessários para o que há-de vir. 

E em altura de balanços devemos olhar para os nossos ganhos e as perdas anuais com pureza e sem filtros, ou lentes e se analisarmos bem o positivo é quase sempre bastante superior ao que consideramos que foi negativo. Há sempre muito para fazer e outro tanto para ser feito, mas e pessoalmente falando acredito que fiz mesmo muitas coisas, interiores e exteriores. Dei muito mas recebi ainda mais de volta. Tenho um visto feito numa das três coisas que (supostamente) todos devemos fazer durante a vida, conheci e trabalhei com pessoas inacreditavelmente puras, vivi e senti muitas coisas pela primeira vez e, com muita pureza (sempre), apaixonei-me vezes sem conta.

A pureza vem das coisas mais simples da vida, como um simples olhar entre dois apaixonados, ou um dançar sem música. E, de tudo, se há coisa que aprendi é o que é ser puro de coração. E ser puro de coração não é só não ter pensamentos maus como inveja, raiva e amargura, sentimentos que nos contaminam que nos intoxicam. Ser puro é ser verdadeiro, é não fugir de nós, das nossas responsabilidades para com os outros, mas acima de tudo connosco. Ser puro é acima de tudo ser fiel. 

E é com o que de mais puro há em nós que nos devemos despedir deste 2015 e com (muita) pureza devemos abraçar e receber 2016.

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