dezembro 21, 2015

PRINCÍPIO DA SEMANA #73

u·ni·ão-(latim unio -onis); Acto ou efeito de unir; Junção de duas coisas ou pessoas; Conformidade de esforços ou pensamentos; Concórdia; Aliança; Adesão; Confederação; Casamento.

Palavra doce e uma das minhas preferidas do nosso dicionário. A união é uma prática a duas mãos e a capacidade que temos de união é das mais bonitas que, como ser humanos, possuímos dentro de nós. A capacidade de superar todas as diferenças em prol de algo. De algo maior, de algo superior. E é exactamente disto que se trata toda esta época em que vivemos e que, na minha opinião, deveria ser extrapolado para o resto dos meses do ano.

E é fácil, pensando um pouco em tudo o que se passa à nossa volta, e muitas vezes até no nosso próprio mundo, que esta união nos parece algo de tão difícil e complicado de conseguir. Facilmente nos unimos a causas com as quais nos vamos deparando no dia-a-dia, exteriores portanto, mas muito dificilmente no unimos ao outro em prol de um objectivo, que afinal até pode ser comum. Acredito que, na maior parte das vezes, isso se deva ao nosso ego, que nos cega, mas sobretudo aos nossos medos. O medo de perder algo que julgamos ser a nossa zona de conforto, aquela que nos faz conseguir respirar, mas... Não nos faz feliz. Sabemos e sobretudo sentimos isso. E sim, podemos viver no medo, na escuridão, na esperança até, mas união é o viver na fé, na esperança e no Amor, é escolher viver neste eixo que nos dá luz e faz brilhar a nossa estrela, aquela que existe dentro de cada um de nós. A fé, e só ela, seja no que for, liberta-nos do medo e a esperança dá uma grande "mãozinha". A esperança, palavra que também faz parte de toda esta quadra, é um dom incondicional e é o que, verdadeiramente, nos faz mover de um lado para o outro e de forma mais interior de um eixo para o outro, do escuro para o brilho e o Amor o combustível de toda esta "equação".

Como não conseguimos, nem deveremos querer viver e fazer tudo sozinhos, existem vários tipos de uniões, mas e pensando no seu significado e proviniência, de unus- “um”, uma união apenas resulta se os participantes, independentemente de serem dois ou mais, forem apenas um e isso implica um esforço. Este esforço e quando existe uma sintonia perfeita de objectivo(s) muitas vezes nem nos parece como tal, pois acontece de forma natural, mas na maior parte das vezes este esforço é e tem de ser consciente. Exige um trabalho constante, nosso, interior, exige esforço sim para se conseguir um mesmo objectivo e finalidade e toda esta época de certa forma nos obriga a isto mesmo, A união de esforços para se conseguir ter tudo pronto até à noite de dia 24, a união para se comprar, ou fazer aquele presente, a união para se conseguir estar junto de quem queremos estar.

Se de certa forma esta união ou este espírito de união pode ser passageiro e utópico? Talvez, sim. Mas acredito que se vivermos segundo o que sentimos é tudo muito mais simples, pois de facto, o melhor (o melhor mesmo), acontece quando nos unimos.

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