Princípio da Semana #61

par·ti·lhar - Fazer partilha de; Dividir em muitas partes; Repartir com alguém; Compartilhar; Ter participação em; Distribuir.

Dos verbos e acções mais bonitas que fazemos. Partilhamos a toda hora, a todo o instante, mesmo sem dar por isso. Partilhamos os nossos gostos, os nossos sentimentos, os nossos afectos, a nossa vida. Partilho todos os dias quando escrevo, partilho todos os dias quando falo, partilho todos os dias quando oiço.

Este fim-de-semana estive num casamento, de uma das minha pessoas, e dei por mim a pensar que o casamento é em si o exercício máximo do que é a verdadeira partilha. Dispomo-nos a partilhar tudo com alguém para o resto da vida. E por isso afirmo que a partilha é em si muito superior ao acto de casamento entre duas pessoas. A partilha é um compromisso assumido interiormente e não há nada que seja superior a isso. A partilha supera egoísmos, egos, vontades, a partilha pressupõe o nós, o outro.

Li algures que não há nada mais inteligente no ser humano que o exercício da partilha e penso que é isso mesmo. A partilha é uma aprendizagem que vamos fazendo ao longo da vida. Aprendemos a partilhar logo na infância e sobretudo se temos irmãos, de sangue ou não. A imagem da partilha é-nos transmitida e ensinada pelos nossos pais, quando nos dão o mesmo que dão à outra parte. Discordo e estava a ter esta conversa com "alguém", que como eu também é filho único, que estes são egoístas e que não aprendem a dividir. No meu caso, foi bem pelo contrário, sempre aprendi a partilhar e sempre aprendi que dividir vai muito para além de contas e por isso hoje acredito que dividir o que temos com alguém é dos gestos mais grandiosos que podemos ter. 

Partilhamos muito mais facilmente as coisas boas que temos, as alegrias as tais novidades boas que as más. Tememos a opinião dos outros, os julgamentos que farão ao partilhar os nossos medos, as angústias, as dúvidas, as indecisões. Mas também estes, os sentimentos que não queremos ter e sentir, em nós, têm de ser partilhados, exactamente para que não se tornem maiores do que já são, maiores que nós até. Acontece, muitas vezes, e pela negativa pensarmos que somos os únicos a pensar ou a sentir determinadas coisas e sentimentos até os partilharmos com alguém. E, quando o fazemos, nesses fragmentos de tempo em que percebemos que afinal não estamos sozinhos, que se dá a partilha, esses são momentos, diria, de pura redenção. Outro dos frutos que podemos colher ao partilhar.

Sou sempre e para sempre adepta da comunicação e do diálogo que deve sempre existir e voltando ao tema casamento acredito mesmo que este seja o oxigénio para um casamento de facto ser "como deve ser" ou seja, para sempre.

"Happiness is only real when shared".

Imagem © Direitos reservados

CONVERSATION

1 comentários:

  1. Concordo com todas as palavras. Somos seres sociais, nascemos da partilha e do afetos :)

    A primeira foto está lindíssima :)

    Um beijinho


    All about Lady things



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