Princípio da Semana #43

rup·tu·ra- Acto ou efeito de romper; Corte; Interrupção; Quebra de relações sociais ou afectivas; divisão; Anulação de obrigações sociais e compromissos; Acção de violar ou infringir um acordo e/ou contrato; Buraco ou abertura.

Palavra que dói. Provoca imediatamente um sentimento de dor em nós. Um sentimento negativo. É indiscutível que todos passamos por várias ao longo da vida, não há como fugir. As rupturas são o lado mais agreste da vida, sejam elas de que ordem for, pessoais, afectivas, amorosas ou até profissionais. Elas são necessárias, fazem parte da nossa própria condição de viver.

Mais tarde ou mais cedo todos passamos por rupturas e naturalmente as afectivas são as que doem mais. Romper com algo que faz parte de nós, da nossa vida, perder um sentimento, deixar de estar presente, de vivenciar, de dividir algo é dos processos mais dolorosos que podemos passar. É um luto que temos de fazer mesmo não sendo ele definitivo. Na altura é e quando se dá uma ruptura nada volta a ser como era. Pode até, mais tarde, vir a ser melhor, mas igual nunca é.

A ruptura, assim como vários outros processos de dor, é algo de muito nosso. É algo que vivemos muito intensamente, é uma dor para a qual não existe comprimidos que a curem, uma dor difícil de suportar, pois por um determinado espaço de tempo, existe 24h do dia em nós e por mais conselhos que nos possam dar de coisas para fazer no momento tudo parece ser em vão e tudo perde o significado. A ruptura ofusca-nos, faz-nos perder o norte, faz-nos sentir perdidos, sem chão. 

Mas (e como em tudo), um lado bom no meio de todo este conjunto de sentimentos (nada) positivos. A ruptura é dos processos que mais nos faz crescer. Da total cegueira, faz-nos ter total clareza. Faz-nos ver coisas como se calhar nunca as vimos antes. Faz-nos, obrigatoriamente, ter outra perspectiva. A ruptura faz-nos querer mudar. Faz-nos querer ser e fazer melhor. Apesar de má, que é, a dor da ruptura faz-nos crescer, torna-nos indiscutivelmente mais fortes e corajosos e cada vez mais aptos a enfrentar as dificuldades e complicações do dia-a-dia. Ensina-nos (ou relembra-nos), algo que nunca deveríamos esquecer- Que "hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas".

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