Princípio da Semana #32

mu·lher - Pessoa adulta do sexo feminino; Pessoa do sexo feminino casada com outra, em relação a esta; Pessoa do sexo feminino depois da puberdade; Pessoa do sexo feminino com quem se mantém uma relação sentimental e/ou sexual (Companheira).

É das definições mais pequenas, ou até redutoras, que já encontrei, até hoje, no dicionário. Diria que ser Mulher tem a dimensão do planeta terra inteiro. Tantos papéis, tantos atributos que se torna mesmo complicado falar e escrever sobre o tema. Decidi fazê-lo em forma de comemoração de mais um Dia Internacional e também porque a maior parte do meu trabalho a elas se destina. As mulheres são o meu Universo de dia-a-dia e é para elas que escrevo e como Consultora de Imagem trabalho. A pensar nelas, nas suas emoções, problemas, necessidades, dúvidas, medos, complexos, anseios, traumas e afins.

É muito comum ouvirmos, ah as mulheres isto e os homens aquilo, é mesmo muito normal. Apesar de ser contra generalizações de género, pois sou pela unicidade, dado que cada pessoa é e nunca me vou cansar de referir única, independentemente de ser homem ou mulher, de facto, há um conjunto de características que nos distinguem e que muitas vezes parece que nos colocam em planetas diferentes. 

Este tipo de afirmações, acima de tudo, mostram posições e funções distintas dentro da sociedade, as quais são justificadas de diversas maneiras, sejam por diferenças naturais, sejam por aspectos religiosos ou traços culturais. Todos(as) sabemos que ao longo da história, o papel destinado à mulher foi sempre o de inferioridade e dependência em relação ao homem. E mesmo actualmente, quando supostamente já não deveria ser assim, e apesar do papel social da mulher ter vindo a evoluir ao longo dos séculos, pois se durante muitos, a sociedade considerava que a mulher devia limitar-se a cumprir com as suas funções de esposa e mãe e de com o tempo, as mulheres começarem a desempenhar funções sociais mais relevantes em diversas áreas, tanto no mundo do trabalho, dos negócios, como na política, mesmo assim e ainda muito recentemente participei de um lanche promovido pela Abraço que falava desta mesma questão, na prática estes avanços e apesar de toda esta evolução nos direitos femininos, esta desigualdade ainda existe e não é pouca.

Esta desigualdade sente-se no dia-a-dia, até nas mais pequenas coisas. Não ganhamos o mesmo, é-nos mais difícil chegar a determinados cargos, se temos uma determinada idade e não temos filhos parece que temos uma espécie de doença (porque se ainda estivermos em idade de os ter, isso é visto, na maior parte das vezes, como uma coisa negativa para uma empresa). E eu pergunto: Não deveria ser precisamente ao contrário? Longe de ser feminista, porque não o sou de todo, mas não deveria a sociedade reconhecer finalmente o papel fundamental que é ser Mulher? Parece que tantos séculos de evolução e de história ainda não chegam para isso, o que é de lamentar. 

Ser mulher, para mim, é viver (a) mil (e) mil vezes em apenas uma vida (para não dizer mesmo num dia). É ser uma autêntica "Super- Mulher" do século XXI, lutar por causas perdidas e sair sempre vencedora, isto é, de cabeça erguida. É estar no antes-de-ontem, no hoje e no amanhã ao mesmo tempo. Como mulher que sou, já me passou pela cabeça como será estar no corpo, na cabeça de um homem, e gostava de passar pela experiência, mas assim um dia no máximo, pois ser Mulher é das maiores dádivas que se podem ter e não o trocaria por nada. NADA mesmo!

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