Crónicas da Inês #16

Primeiros encontros II

Ainda na senda da conversa sobre os primeiros encontros, tenho pensado muito em como estes, no final, não são mais do que pequenos castings, entrevistas de seleção, em que passamos ou não passamos. Como estes estão recheados de pequenos testes (uns conscientes outros inconscientes) que fazemos. Sim, fazemos, todos, homens e mulheres. Não vamos ser ingénuos nem cínicos, combinado?!

Afinal de contas, o tempo urge, e acredito que, muitas vezes, e com a experiência, rapidamente se consegue ver “ok, este pode ser o pai dos meus filhos”. Como é óbvio, o lugar a que se alguém se propõe ou para o qual estamos a recrutar pode não ser esse; e, claro, dependendo da entrevistadora, as respostas certas aos testes podem variar: “ele ofereceu-se para me vir buscar?”; “ele escolheu o restaurante?”; “ele pagou o jantar?”; “como é que ele reagiu quando disse que queria dividir a conta?”; “como é que ele tratou o empregado?”; “qual o interesse que demonstrou em conhecer a minha pessoa?”; “quando me deixou em casa, esperou que entrasse no prédio?”; “tentou beijar-me?”; “quão sexual foi a conversa?”; “quão nervoso estava?”… E, se de repente, em vez de convite para jantar, a proposta for ir ver um jogo de basquetebol ou andar de bicicleta?

Novamente, não há respostas certas (esta é a dificuldade deste “jogo”). E como seres racionais que somos, podemos tentar controlar todo o momento, ser rigorosas no escrutínio, ou aliviar a tensão e deixar a coisa fluir… dependerá de cada uma, mas no final, as respostas aos testes estão lá, para análise. E depois? Tem direito a segunda entrevista? Ou ficamos por aqui?
Pensem nisto.

E adorava que partilhassem os testes que vocês fazem. E se têm “perguntas” eliminatórias. Homens e mulheres…


Obrigada por lerem. 

Imagem © Direitos reservados

CONVERSATION

0 comentários:

Enviar um comentário

Back
to top