Princípio da Semana #24

sen·si·bi·li·da·de- Faculdade de sentir; Sentimento de humanidade, de compaixão; Susceptibilidade, disposição para ofender-se ou melindrar-se; Capacidade de perceber sensações físicas; Disposição para sentir ou para se emocionar diante de algo ou alguém; Aptidão para apreender e demonstrar sentimentos.

Tema que como a própria palavra indica bastante sensível, pois não é mensurável, a sensibilidade é algo que está em absolutamente tudo o que fazemos e em tudo à nossa volta. Todos os nossos relacionamentos sejam pessoais ou empresariais têm como fundamento não o pensamento (por mais evidente que isso nos possa parecer), mas sim a emoção, o sentir. O que fazemos, como fazemos. O que dizemos, como o dizemos. Como diz F. Pessoa, nada existe fora das nossas sensações, logo acredito e defendo que tudo tem por base o nosso grau de sensibilidade. Acredito também que cada um de nós nasça com um grau diferente, claro, e que é possível ao longo da vida desenvolvê-lo, consoante o nosso percurso, vivências e sobretudo consoante as pessoas que se vão cruzando no nosso caminho. 

É sem dúvida um dos indicadores da nossa inteligência emocional e muitas vezes, a falta de sensibilidade em nos relacionarmos com os outros e não saber lidar com situações de desconforto pode estar na origem de muitos conflitos internos e externos o que, sem dúvida, prejudica a nossa imagem e diferentes desempenhos no dia-a-dia. 

A sensibilidade é um tema com que me debato há muitos anos e sobretudo desde que profissionalmente a comecei a usar como ferramenta já que a mesma é uma consequência directa da compreensão e esta é um dos pilares da minha profissão. O termos a capacidade de nos colocar no lugar do outro, de o sentir é uma forma de estar na vida e até uma forma de arte. O "Sensacionismo", o querer transmitir aos outros aquilo que sentimos e sentir é também compreender. Sentir as necessidades, medos, anseios, dúvidas do "outro", de quem nos rodeia. O conseguirmos fazê- lo incondicionalmente e inconscientemente também. Penso mesmo que seja o caminho mais directo para a nossa Paz interior e felicidade, já que quanto mais o usarmos, mais nos iremos compreender e compreender os outros, e isso leva-nos à aceitação.

Pessoalmente sou mesmo bastante sensível a forma como usamos esta e vou-lhe chamar ferramenta, a nível de linguagem propriamente dita. A mesma frase dita de uma ou de outra maneira pode ter consequências completamente diferentes e desencadear situações também, elas, totalmente diferentes. Tudo depende sempre da maneira como dizemos as coisas, ou as fazemos e isso depende sempre o nosso grau de sensibilidade. Existe um acto, uma atitude em específico para mim que é a demonstração máxima da nossa sensibilidade. O fazermos algo a pensar 100% em alguém, por sabermos o quanto essa pessoa o vai compreender, o termos consciência e acima de tudo, sabermos o valor que essa mesma pessoa lhe vai dar. No fundo o sabermos o quanto esse "alguém" vai ficar feliz com o nosso gesto. "Compreender o que outra pessoa sente é ser ela". E essa é para mim a demonstração por excelência de carinho, de afecto, de... Amor.

"Sabe o que eu quero de verdade?! Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma..." C. Lispector

Imagem © Direitos reservados

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